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terça-feira, 21 de agosto de 2012

**MA ANANDA MOYI** Estrela de Maria - 18 de agosto de 2012 - AutresDimensions




Eu sou MA ANANDA MOYI.

Irmãos e Irmãs em humanidade, recebam e acolham a Paz e o Amor.

Eu venho me exprimir como Estrela AL e também como organizadora do Manto Azul da Graça.



Venho falar-lhes do Presente do Amor e, através de minhas frases, espero que isso chamará, em vocês, uma melhor clareza em relação ao que vocês desejam viver, em relação ao que vocês desejam estabelecer.


Nós todos sabemos que todos os nossos Irmãos e Irmãs, sobre esta Terra, buscam o Amor e que qualquer caminhada dita espiritual tem por objeto o Amor. E mesmo toda caminhada, em meio à vida, mesmo visando a satisfação das coisas as mais materiais, definitivamente, não é justificada senão pelo Amor, mesmo se muitos aí se arranjam mal.


O Amor se vive, não se define. Mas, no entanto, é possível dar-lhes os elementos do que ele não é. O verdadeiro Amor, o Amor Vibral não pode em nenhum caso vir de um passado, ou se projetar em um futuro, porque então não é mais o Amor.


O Amor está apenas no instante presente, despojado de todo passado e de todo futuro, de todo desejo. Então, é claro, todos, quando estamos encarnados, buscamos o Amor de diferentes maneiras, o mais frequentemente projetando nossas próprias falhas, que seja em uma relação amorosa, que seja para nossos antepassados, descendentes, nosso trabalho.


Em definitivo, nós não fazemos senão buscar o Amor. Mas, o mais frequente, nós não o buscamos ali onde ele está porque o Amor não pode jamais estar na razão. O Amor não pode jamais ser razoável ou então não é o Amor.


O Amor não se pode vivê-lo de outra forma senão no presente, na magia do instante presente. E esse Amor Vibral não depende de nada além do que todos nós somos, além de nossas projeções, de nossas falhas.


E posso dizer também que o Amor é um Presente porque é a mais bela das coisas que vocês podem viver. Então eu os chamo a se definirem e a se situarem porque o Fogo Celeste, assim como chamou MIGUEL, é Amor.

Ele vem restituí-los a vocês mesmos. Ele vem restituí-los à sua Eternidade, à sua Alteridade e a essa Indizível Alegria que eu já tive ocasião de exprimir, numerosas vezes, entre vocês.


O Amor se autossustenta dele mesmo. Ele não depende de nenhuma circunstância, de nenhuma satisfação de qualquer desejo que seja.

Ele nasce em vocês e ele nasce de vocês, em seu Templo, em seu Coração. O Amor é Graça. Ele é florescência e plenitude.


E a fonte do Amor, é claro, não pode ser senão você mesmo. Todo Amor que não nasce de você mesmo, por você mesmo e em você mesmo, não é o Amor, mas sua falta.


Então é claro, tendo esquecido nossa própria natureza quando encarnamos, nós temos tendência a criar um amor que se projeta através das ligações, quaisquer que sejam, através de algo que nos agrada. Mas esse amor não é o Presente do Amor porque ele se situa na satisfação de alguma coisa. Ele se situa em um projeto. Ele se situa no estabelecimento de um objetivo. Esse objetivo sendo, por natureza, deslocado no tempo ou, em todo caso, na perpetuação do que é vivenciado no instante presente, é, portanto dependente do tempo, que isso seja para um filho, uma profissão, uma relação amorosa.



As diferentes experiências que vocês talvez puderam viver tem-lhes feito se aproximarem da natureza do amor que não depende de nada mais do que todos nós somos. É desse Amor que eu falo.


E esse Presente de Amor é o mais belo dos presentes que vocês possam se conceder na condição, é claro, de não vê-lo em outra parte senão no instante presente, em outra parte senão na Alegria e no Samadhi.


O que quer dizer, por dedução, que todo amor humano, que todo amor que vocês projetam sobre um objeto, sobre uma ocupação, em definitivo, não é verdadeiramente o Amor.
Nós lhes exprimimos durante todos esses anos que o Amor era o Fogo do Coração, que era uma Vibração e que era um estado não ordinário embora não extraordinário. Não ordinário porque a maior parte de nós perde a realidade.
Portanto, o que eu quero fazê-los interrogar, é se perguntarem realmente qual é sua meta, qual é seu objetivo, além das lembranças, além das memórias. Qual é seu motivo? O que vocês buscam?
O que vocês esperam?


Geralmente o Amor é um ideal. Mas então esse ideal jamais atingido vai tentar ser aproximado pelos conhecimentos, pelas práticas. O que quer que vocês façam, o que quer que vocês empreendam, se isso não está instalado no instante presente, não pode haver Amor. Não pode haver senão desejo, projeção e fuga. Fuga de que? Justamente desse Amor.

Porque esse Amor, que é o verdadeiro Amor, não dependerá jamais das satisfações desta vida que nós temos experimentado. Ele não dependerá jamais de um filho, de um familiar, de uma ocupação ou de qualquer satisfação.
O Amor não é simplesmente um prazer: ele é, lembrem-se, o que nós somos. E viver isso, uma vez, em totalidade, não pode jamais fazer de vocês alguém que era como antes ou como na véspera, mas um novo homem ou uma nova mulher. E o que vem é, realmente, Amor.


Muitos de vocês têm vivido experiências, que seja no Fogo do Coração, com o Manto Azul da Graça ou com a Onda da Vida, que os tem conduzido a viver os Samadhis ou os Êxtases, ou mesmo Santinilaya, assim como eu exprimi.
Então, o que vocês querem? Ser esse Amor ou vocês querem possuir esse Amor? Isso não é verdadeiramente a mesma coisa. Qual é seu objetivo? Quem são vocês?


Mais do que nunca os elementos que se mobilizam, em vocês, como sobre a Terra, vão levá-los a se colocarem e a colocar a vocês essa questão e não para aí colocar um resposta toda feita (resultado de suas cogitações), mas sim para situá-los através de sua Vibração ou de sua consciência.


Retenham que o Amor não poderá jamais ser amanhã e muito menos ontem. Ele só pode ser quando vocês estão liberados, justamente, do ontem e do amanhã.
Em definitivo, nós lhes temos dito: há somente o medo ou o Amor.
Como vocês querem ser Amor se vocês estão no medo? Como vocês querem reivindicar essa procura de Amor (que é o que todos nós somos) e deixar um medo qualquer aparecer?


O Amor não conhece o medo. O medo não conhece o Amor. Eles estão muito exatamente em oposição porque o medo é resultado do passado. Ele é resultado de um receio do futuro. Enquanto que o Amor não conhece nem passado, nem futuro.
Isso está bem longe, é claro, do amor tal como todos nós podemos defini-lo em nossas relações, em nossas interações, em nossas ocupações.


O Amor não é uma satisfação. O Amor não é um objetivo. O Amor é o que nós somos, realmente.
Então, como nós lhes dissemos, é ou o medo, ou o Amor. E, cada vez mais, isso vai lhes aparecer como a única verdade possível.
Todo o resto, todos os conhecimentos, toda a história, todas as buscas são vãs porque nenhuma busca poderá fazê-los descobrir o Amor.



Então, é claro, o humano, em um corpo, é muito forte em imaginar e crer que o amor vai vir do exterior, que se vai conquistar o Amor, que ele é resultado de um conhecimento, qualquer que ele seja. É falso.
Mais do que nunca vocês vão verificá-lo por vocês mesmos. O Amor não pode nascer de outra coisa senão do que vocês São e esse Amor se traduz pelo que eu chamei Shantinilaya.


É claro, as experiências do Samadhi e dos diferentes Samadhis os fazem se aproximarem disso, de maneira mais ou menos intensa e com mais ou menos acuidade. Mas vocês não podem pretender ser Amor e ser medo. É um ou o Outro. Vocês vão constatá-lo por vocês mesmos.
O Amor não tem necessidade de qualquer justificativa, de suas vidas, de seus objetivos ou de suas histórias. O Amor é independente de qualquer história, de qualquer projeção: ele nasce de vocês mesmos e por vocês mesmos.


Dito de outra forma, há somente vocês que podem atravessar essa porta e para isso, efetivamente, é necessário se Abandonarem, Abandonar o Si. Quais quer que sejam os critérios morais ou sociais que vocês possam adotar em suas relações, se vocês não se Abandonam, vocês não podem viver o Amor. Vocês projetam o Amor, mas vocês não o vivem. Assim, os testemunhos são incontáveis. Que seja, como eu disse, pela Onda da Vida ou Pelo Canal Mariano ou pelo Fogo do Coração, tudo isso são convites para ser Amor.


O Amor não é ser gentil com as pessoas que os rodeiam. O Amor não é estabelecer relações que vocês possam qualificar de justas, pois elas podem ser muito injustas, exatamente, para aqueles que estão diante de vocês.


E o Amor, ele será sempre justo e ele não depende de nenhuma de suas concepções, de suas ideias, de seus pensamentos. É um estado: essa Infinita Presença, essa Última Presença, esse Samadhi e essa Paz extraordinária que eu demonstrei em minha vida porque eu era Amor.
Então é claro, aqueles que não o vivem podem qualificar isso de heresia, de estupidez e, de seu ponto de vista, eles terão razão porque de fato vocês não podem julgar pela medida do que vocês vivem e somente disso. Portanto, se vocês não vivem o Amor, se vocês estão instalados no medo, vocês vão chamar isso de uma ilusão, algo que é inacessível, algo que não lhes concerne.


As circunstâncias deste mundo, como vocês o sabem e o vivem, são particulares. Vocês chegam ao fim de um ciclo. No Oriente, nós chamamos isso a Kali Yuga que vai ser substituída pela Satia Yuga, uma outra dimensão que não tem nada a ver com o medo, que não tem nada a ver com algo a buscar. Porque a Satia Yuga é a Idade do Ouro. Ela é multidimensional. É o retorno à Unidade, à Plenitude, que não depende, exatamente, de nenhuma circunstância, de nenhuma privação e, sobretudo de nenhum medo.


Então, não julguem, quaisquer que sejam os elementos que tenha a viver esta Terra, a mesma coisa pode ou gerar o medo, ou estabelecê-los no Amor. Porque, como isso foi dito, o que se passa fora se passa dentro e não há fora, não há dentro, para o Amor. Ele está aí, ou ele não está aí. E isso não é uma punição. Não há distância senão aquela que vocês podem colocar entre vocês e a Verdade.


As circunstâncias deste mundo, pelo fato da liberação da Terra e do Sol, os Liberam também. Mas ser Liberado, é antes de tudo, ser liberado dos medos e do medo, das ilusões, do conjunto dos apegos, porque o Amor é Livre e Liberdade. Vocês não podem estar apegados ao que quer que seja e ser Amor.

Para vocês saberem. Para vocês verem. Não com o olho do intelecto, mas profundamente: com o olho do Coração.


Qual é seu objetivo? Não amanhã, mas aí, agora, imediatamente.
Vocês se consideram ser a consequência de seu passado, de seus traumatismos, de suas feridas? Vocês estão submetidos a isso?
Aí, no instante presente, há somente o Amor.
Reflitam sobre isso. Não simplesmente com sua cabeça, mas aí, em seu Coração.


O que é que se opõe, agora, a ser esse Amor senão suas próprias viagens no passado ou no futuro?
Se vocês se abstraem do que vocês creem, se vocês se abstraem de sua pessoa, então o Amor está aí, mais do que nunca. Através de nossos contatos, nós lhes oferecemos isso. E vocês oferecem isso.



Porque nossas Comunhões não são simplesmente experiências sensacionais ou extraordinárias, mas bem mais, a possibilidade de abandonar toda ilusão, todo sofrimento e todo medo. Então é claro, a pessoa que vocês são vai lhes dizer: “mas, há obrigações, há experiências que têm sido vivenciadas ou que são para viver, há medos”. Vocês são isso? Cabe a vocês verem. Mas vocês não podem ser o medo e o Amor.


O tempo das experiências está concluído. Muitos de vocês tiveram a oportunidade de provar as Vibrações, a Luz Vibral, o Fogo do Coração, o despertar das Coroas, a Onda da Vida, o Manto Azul da Graça. Mas lhes é necessário agora se posicionarem e isso, de maneira irremediável, definitiva e total. Esse é o Apelo da Luz. Ele não vem obrigá-los ao que quer que seja.


Esse Apelo, que precede o Apelo de Maria, vem apenas lhes pedir para vocês iluminarem vocês mesmos. Além de qualquer comunicação com seus Irmãos e suas Irmãs, além de qualquer de suas relações.


Lembrem-se: nós repetimos muito frequentemente que vocês São Amor.
Então o que é que pode se opor para viver o que eu vivenciei em minha última encarnação? O medo. Não há outro elemento. O medo da perda. O medo do desconhecido. O medo de viver sofrimentos. Não há nada mais do que isso. Mas esses medos não estão inscritos no instante presente. Eles apenas traduzem o que vocês nomeiam memórias ou projeções que não podem vir senão da personalidade e não do que vocês São.


Então é claro, enquanto vocês não tiverem vivenciado, isso parece inapreensível, totalmente longe de suas vidas em encarnação. E o mental encontrará sempre desculpas para dizer que vocês não são dignos, que há muitas feridas, muitos pesos, muitos medos, muitas interferências. Mas são falsas desculpas.


O Apelo da Luz, o Apelo de nossas Presenças, vai se tornar tão intenso e tão denso que vocês não poderão mais fingir nos ignorar ou fingir nos buscar enquanto nós já estamos em vocês.
Mais do que nunca a vida, aqui mesmo, sobre a Terra, vai lhes pedir para se declararem; medo ou Amor. Paz ou apreensão. Shantinilaya ou a raiva.
Shantinilaya ou a dúvida. Shantinilaya ou fugir não sei para onde.

Todas as circunstâncias de suas vidas, quaisquer que elas sejam, são destinadas somente a colocá-los face a isso.


Eu os lembro que o conjunto da humanidade, de nossos Irmãos e de nossas Irmãs quer eles o queiram ou não, serão Liberados, mas as circunstâncias dessa liberação serão profundamente diferentes e nós contamos com vocês enquanto Libertadores da Terra.


Não procurem compreender porque há medo. Não procurem saber de onde vêm esses medos. Eles fazem parte da encarnação, para cada Irmão, cada Irmã. Nós todos temos sido os mesmos, desde séculos, desde milênios, atados, justamente, pela privação do Amor.


Hoje, o Amor está aí. Portanto, cumpre somente a vocês não mais manterem, justamente a vocês mesmos, não mais acreditarem no que quer que seja, não mais buscarem o que quer que seja, mas de Serem esse Amor. Não pela vontade, não por uma compreensão, mas simplesmente saindo de todo passado e de todo futuro.
É claro, as circunstâncias deste mundo, nós não lhes escondemos, vão tornar-se muito particulares e nós sabemos todos também que é nos momentos às vezes os mais difíceis, que as resistências caem, que tudo o que nós mantínhamos, e que nos tinham, e que desaparecem, nos tornam Livres.


O Amor é Liberdade e não confinamento em um contexto. A Liberdade do Amor é o presente do Amor. Ele está aí. As Portas foram abertas. A Terra foi Liberada. O Sol foi Liberado.
Nós estamos cada vez mais próximos de vocês e nós estamos aí, justamente, para testemunhar o Amor, como vocês São o testemunho do Amor.


Tudo está em vocês, porque o mundo está em vocês, porque o criado está em vocês, porque eu estou em vocês. Mas para isso é necessário cessar de acreditar ser simplesmente essa vida, é necessário cessar de acreditar que vocês vão poder se alimentar de Amor mantendo simplesmente essa vida, mesmo no contexto de uma vida que vocês poderiam chamar bem preenchida em qualquer área que seja. O Amor não tem o que fazer de tudo isso.


O Amor preenche Tudo, na condição de esvaziar todo o resto, tudo o que é medo, tudo o que é o programa de vida de encarnação. Vocês todos sabem que vocês não são o que nasceu e o que morrerá um dia. Enquanto vocês acreditam que vocês devem capturar o Amor, vocês não são o Amor.


O Amor não se captura, ele é Livre e sejam vocês mesmos Livres.
É claro, não há nem responsabilidade, nem culpabilidade, mesmo do que lhes foi exposto por alguns Anciãos, referente a essa Kali Yuga e esse confinamento. Mas, hoje, é necessário ousar, como disse o Comandante (ndr: O.M. Aivanhov), sair da prisão e não se sai da prisão de outra forma a não ser vendo a prisão.


O Apelo da Luz, o Fogo Celeste, O Apelo de MARIA, a Liberação da Terra e a Ascensão da Terra, não são nada além da tomada de Consciência da Liberdade, da Natureza Essencial do que É A Vida, quer dizer Amor e Luz.


Mas não o Amor e a Luz que vocês desejariam (através de um conhecimento ou uma prática), mas o Amor e a Luz que fluem naturalmente, sem nada buscar.


Shantinilaya está aí e em nenhuma outra parte. Shantinilaya não pode resultar de nenhuma busca e de nenhuma tomada de posse do que quer que seja. Isso, a Luz vem lembrá-los. O Fogo vem lembrá-los. Os Cavaleiros estão no trabalho em vocês, antes de qualquer coisa, uma vez que o próprio mundo está em vocês.


Do medo, resulta o julgamento. Do medo, resulta a condenação de vocês mesmos. Se vocês querem ser Livres, se vocês querem ser Amor, então deixem o resto Livre. Não há compromisso ou obrigação que manter em relação a esses mecanismos da Consciência. São somente falsos pretextos e crenças.


Enquanto vocês acreditam que são tributários de qualquer circunstância que seja, vocês não estão Livres e vocês estão no medo, mesmo se vocês não querem admiti-lo. Então, torna-se cada vez mais manifesto, e muitas vezes durante seus dias, há momentos em que o medo está aí e momentos em que não há mais medo.


Nesses momentos de Paz, em que o corpo não existe mais, em que o mental não está mais presente, a Verdadeira Liberdade está aí. É necessário abandonar o Si, abandonar-se à Luz, abandonar todos os medos. Enquanto vocês consideram que existe um medo, é que vocês o mantêm, mesmo se vocês fazem de tudo para se livrarem. Mas não se livra dos medos, encontra-se simplesmente o que se É, quer dizer o Amor.


E o Amor deve resultar da Transparência a vocês mesmos na Humildade, na Simplicidade a mais total. Enquanto vocês têm a vontade de manter alguma coisa ou alguém, essa alguma coisa ou esse alguém os segurará, um dia ou outro.


Ser Amor, é viver essa Paz Suprema, o que quer que vocês façam, o que quer que vocês digam. Não esqueçam que este mundo é um sonho, uma projeção da Consciência no exterior dela mesma e que nós todos temos (mesmo se nós somos Um), sobre este mundo, um sonho diferente, uma maneira de ver diferente e vocês não encontrarão jamais um acordo durável entre dois seres em uma família, porque os sonhos são diferentes.


Mas o que sustenta o sonho é o Amor e o Amor não é um sonho.
Portanto olhem seus medos, admitam-nos, mas vocês não São isso. É isso que vem lhes dizer, com insistência, o Fogo do Céu, nossos contatos e nossas Comunhões. Nós estamos aí porque nós somos a prova viva do Amor, que vocês também São.
Portanto, mais do que nunca, o que quer que vocês façam nessa vida habitual e ordinária, façam com Amor, não no sentido de algo para fazer o bem ou para respeitar, mas bem mais porque o Amor é sua Natureza e nossa Natureza de todos, sem nenhuma exceção.
E lembrem-se que esse Amor é o mesmo, mesmo para aquele cujo medo leva a circunstâncias opostas ao Amor. É justamente a ignorância de sua própria Natureza que conduz a isso. E mesmo a ação mais terrível de um ser humano, não é, em definitivo, senão a falta de conhecimento do presente do Amor. Isso vai bem além do perdão, e ainda mais além de qualquer julgamento: é ver além da aparência, ver além da forma, ver além da história. É colocar a si mesmo na Transparência, porque sendo Transparente, não interferindo com o passado, com o futuro, com a pessoa que vocês desempenham sobre esta Terra, o Amor está aí.


É tudo isso que se desenrola agora e que vai se desenrolar de maneira cada vez mais palpável para vocês. Vocês não podem manter um apego e ser Amor.
Vocês não podem manter uma ilusão e estar em Shantinilaya. Vocês não podem mentir a vocês mesmos nem mentir a ninguém. Aí está a Ressurreição, aí está essa Transubstanciação, ela não está em outro lugar.
O Amor não se pode apropriar nem prender, uma vez que é justamente o inverso: uma dádiva e uma restituição. Dádiva de si a si mesmo, além da pessoa e do Si, Transparência total. Nada a guardar para si e em si, nada prender e nada projetar.


A Inteligência da Luz, da qual nós temos falado, tornar-se-á sua evidência a partir do instante em que sua inteligência humana não interferir mais. Não há nenhuma obrigação, não há nenhuma justificativa que faça face ao presente do Amor, mas ainda uma vez, é vocês que decidem. Ninguém pode fazê-lo em seu lugar.


O que vem é o justo retorno da natureza das coisas, da natureza dos mundos, da natureza da Vida, da criação e do incriado. Nada além. Nenhuma ilusão poderá prender, nenhum efêmero poderá se manter, no presente do Amor. É a única questão que fica para se colocar. Não é mais uma escolha, mas um posicionamento: vocês São Amor, vocês realizam o que vocês São, ou vocês persistem no medo e nos apegos. Vocês persistem na satisfação dos desejos, de seus objetivos, ou então vocês São Amor.
E se vocês são o que vocês São, realmente, vocês constatarão, muito facilmente, que a Inteligência da Luz e do Amor não os impede de forma alguma de continuar a viver, até o momento em que a Luz e o Fogo Celeste farão sua obra, que os reconduzirá à Verdadeira Vida, aquela que não é efêmera, aquela que não depende de nenhuma causa, de nenhuma interrogação, de nenhuma história.
De maneira cada vez mais acentuada, seus dias e suas noites vão se preencher, preencher-se de contatos, preencher-se de Alegria, tão mais facilmente quanto vocês olham os medos que se distanciam, os apegos que desaparecem.


Vocês estão em um sonho coletivo e cada um tem seu sonho.
Mas o sonho coletivo, como vocês o sabem, está ligado a um confinamento em que tudo foi pensado, regido em seu lugar e onde a palavra mestre é ausência de Liberdade.
Porque definitivamente, vocês são Livres, sem Amor?
A única Liberdade é o Amor. A única Liberdade é Shantinilaya. Não há outra.


O que quer que vocês realizem, com felicidade, vocês não estão Livres. O que quer que vocês tornem perfeito, vocês não estão Livres. Só o Amor dá a Liberdade, porque a Liberdade é Dádiva do Amor.
Então, bem além de minhas palavras, bem além de suas interrogações, de seus questionamentos, eu lhes direi: ocupem-se do essencial, quer dizer do que vocês São. Todo o resto decorrerá.


Não haverá mais espaço e lugar para o medo. Não haverá mais espaço e lugar para a menor interrogação.
A satisfação será permanente em meio à Infinita Presença e o Absoluto. Vocês viverão que vocês não São nem esse corpo, nem essa carne, nem essa pessoa, não os rejeitando, mas sim os aceitando totalmente.


Aí está a Ascensão, aí está o Fogo do Coração e o que ele vem realizar, com sua concordância. E isso é Alegria.
Ao contrário, a resistência à sua própria Natureza, a negação do Amor, através da manutenção de um poder, os remete ao medo.
A Autonomia, a Liberdade são o Amor, não é pelas circunstâncias de vida agradáveis ou desagradáveis. Não é ter a certeza de prever o que vai se passar amanhã, de ter o que comer, de ter um teto, porque tudo isso não dura. Mais do que nunca as circunstâncias inabituais desta Terra vão conduzi-los a vivê-lo.


Enquanto vocês quiserem prever o medo está presente. Enquanto vocês quiserem antecipar, o medo está presente.
O Amor é Dádiva e Abandono. Vocês não podem viver o Amor enquanto existe uma outra coisa além do Amor. Mas o Amor lhes permite viver tudo.


É esse o Apelo da Luz, o Apelo de Maria, o Apelo do Manto Azul da Graça e da Onda da Vida, que os conduz, talvez, para alguns, a viver estados de êxtase indizíveis. É a única escolha que é, eu os lembro, um posicionamento. Todo o resto é somente acessório e fútil, mesmo que esse acessório e essa futilidade devem também chegar seu fim. Mas cabe a vocês definirem a prioridade e o que é importante e essencial para vocês.


O Fogo Celeste, logo que aparecer em seus Céus, será muito tarde para se colocar esse gênero de questão, esse gênero de interrogação. É agora que isso deve se realizar porque, como vocês o sabem, enquanto Ancoradores e Semeadores de Luz ou então enquanto Libertadores, pela Onda da Vida que vocês vivem, tudo isso se desenrolará agora para vocês.


O medo é resistência, é ilusão, porque está inscrito em meio ao efêmero, desse corpo e dessa vida.
O Amor é a Verdadeira Vida, além desta vida. O Amor não é uma sequência lógica de encarnações, ele é o que vocês São quando vocês são Livres.


O Amor é a Liberdade.
Então para lhes dizer: Vocês são Livres? Vocês são Autônomos? Vocês Amam?
Enquanto vocês não veem em cada outro (que seja seu filho ou o pior dos assassinos), a mesma coisa, não há Amor, há separação e há medo.
É um desafio porque, é claro, para muitos Irmãos e Irmãs encarnados, ter vivenciado algumas experiências pôde conduzir a um confinamento espiritual, como se vocês quisessem esconder sua Luz no interior de vocês.
Hoje, é tempo de abrir tudo isso, é tempo de não mais se apropriar, é tempo de tudo dar.


Quando o Fogo Celeste estiver aí, vocês não poderão mais realizar isso, será muito tarde, mesmo que vocês estejam todos Liberados.
Eu lhes falei, há algum tempo, da alma, da atração da alma para a matéria ou para o Espírito. Eu lhes falei de Shantinilaya. Eu lhes falei de meu caminho que não é um caminho.


Lembrem-se de que não há caminho para o Amor, não há distância, cabe a vocês saber se vocês querem estar em coincidência, em adequação com o que vocês São, na Eternidade e não mais ser o que vocês creem ser no efêmero.
Então, seja alguns Anciãos ou aquele que intervém mais recentemente, sejam outras Estrelas, nós todos lhes temos trazido, cada um de nós, segundo nossa vivência, aproximações talvez diferentes, mas que levam sempre ao mesmo ponto, quer dizer ao Amor.
Vocês tiveram, como foi dito, o conjunto dos elementos, para viver, para Vibrar ou talvez para compreender, mas lhes é necessário ir, hoje, além de tudo isso, além da compreensão, além da experiência. É necessário se instalarem no que vocês São. É claro, para muitos isso pode representar uma espécie de luto.


A Ressurreição, eu os lembro, passa pela Crucificação, a perda e o Abandono de todas as ilusões, de todos os sofrimentos, de todos os medos, das histórias.
O Amor é Livre, ele não pode estar acorrentado ao que quer que seja ou a quem quer que seja. E, para isso, é necessário Amar o conjunto, não fazer diferença ou colocar distância entre seu próprio filho e o pior dos assassinos. O que não é uma concepção, nem uma maneira de ver, porque o amor é o mesmo, realmente.
Somente a moral, o medo, sua história pessoal, pode conduzi-los a crer no inverso ou a experimentar o inverso.


Então, como CRISTO disse: “Amem-se Uns aos Outros, como eu os Amei”, quer dizer na Liberdade, na Autonomia, no Respeito, além de qualquer noção social, moral ou religiosa. É necessário se liberarem de todos os pesos e de todos os grilhões, não os abandonando, mas os Transcendendo. E para isso, é necessário estar plenamente no instante presente. É necessário não depender de nenhuma circunstância, de nenhuma ligação, de nenhuma condição e isso vai se tornar cada vez mais fácil, a partir do instante em que vocês o aceitem.


Assim é o presente do Amor, porque o Fogo Celeste, como disse o Arcanjo MIGUEL É Amor e nada mais.
Somente o olhar efêmero pode aí ver, justamente, a destruição do efêmero.
Mas segundo aí onde vocês estão localizados, segundo seu olhar, segundo (como diria BIDI) seu ponto de vista, o mesmo acontecimento não será vivenciado da mesma maneira, mesmo se a conclusão é a mesma.


Ser Transparente, é Ser Amor, é não mais querer nada além do que ser isso, mesmo se todo o resto pode se conduzir ao seu fim. Não é o mesmo ponto de vista, ainda uma vez.


Lembrem-se que, nos tempo que vêm, o que quer que seus olhos lhes deem a ver, mesmo o mais terrível, o que quer que seu mental lhes dê a pensar, mesmo o mais terrível, tudo isso não são senão ilusões. Mas se vocês permanecem em uma ilusão, é claro que vocês a sofrerão e o medo estará ali. Mas se seu olhar é outro, se vocês tornam-se Transparentes, então vocês viverão a Paz e o Amor.


Eis o que eu tinha a lhes dar enquanto estrela AL. Eu deixarei lugar, para seu Alinhamento, com o arcanjo MIGUEL que estará de volta com vocês em acompanhamento.
Não se esqueçam que o Amor é Liberdade, não a liberdade que vocês planejam em relação às suas obrigações, mas e Liberdade que confere a Paz Suprema.
Permitam-me Comungar ao seu lado. Será a minha maneira de manifestar o Amor e a Graça em vocês.
Vivamos isso, se vocês o quiserem.

... Compartilhando a doação da Graça ...

Eu os amo.
Até breve




Mensagem de Ma Ananda Moyi no site francês:
http://www.autresdimensions.com/article.php?produit=1558



18 de agosto de 2012

Tradução para o português:
Lígia Borges

sábado, 14 de abril de 2012

MA ANANDA MOYI - 11-04-2012 - AUTRES DIMENSIONS


Eu sou MA ANANDA MOYI.
Irmãos e Irmãs encarnados, eu lhes transmito a Graça.

Nós iremos, se vocês bem quiserem, trocar e partilhar.

Eu vou tentar, por palavras simples trazidas pela Onda da Vida, traduzir-lhes a Passagem que é a sua, levando-os a viver o Último e o Absoluto.

Passagem e Transcendência conduzindo-os da Unidade (e sua Alegria e seu Samadhi) ao Êxtase do Último.

Eu lhes falei, desde pouco tempo, da retração da alma e da contração da alma que acompanham, de algum modo, esta Transcendência.

A Unidade é uma preparação, uma construção, certamente fazendo-os sair da pessoa limitada e fazendo-os descobrir espaços desconhecidos para a personalidade, onde o humor não é para sempre o mesmo, onde os apegos, quaisquer que sejam, encontram-se relativizados. E, sobretudo, a Alegria acompanha o ser que descobre e vive o Si.

O Despertar e a Realização propiciando viver um estado diferente do estado habitual do homem, confinado em meio à ilusão da sua personalidade.

Assim que o Manto Azul da Graça é instalado em vocês e sobre vocês (que isso seja às quintas-feiras ou que isso seja todas as noites [todas as tardes, para o Brasil], desde pouco tempo) (ndr: ver a coluna “protocolos a praticar / protocolos prioritários”), que isso seja a Onda da Vida da Terra que os percorre ou que isso seja o Manto da Graça que é colocado sobre os seus ombros, o conjunto desses elementos permite-lhes descobrir modificações importantes, já em meio ao Si ou à personalidade.

Chegará, para vocês, um momento, se ele já não chegou, em que a retração da alma poderá fazê-los dizer, em meio à personalidade, como no Si: “que bom”.

Abre-se diante de vocês, além da Alegria, um espaço qualificado de vazio, um espaço onde todas as referências (aquelas da personalidade como aquelas do Si que foram descobertas e Vibradas) devem, de algum modo, apagar-se para deixar a Majestade do Absoluto estabelecer-se e ser vivida.

Esse momento, a nada comparável (cujo reflexo seria a passagem da personalidade ao Si), é claro, acompanha-se talvez de algumas manifestações, nomeadas energéticas ou Vibratórias, mas o essencial, vocês sabem, não está aí.

O essencial é pôr fim a toda distância entre vocês e todo o resto, não somente sobre este mundo, não somente na Fusão com a Luz ou na Dissolução com a Luz, mas nesse grande Tudo.

Além da Unidade, além de toda Fonte, além de todo Universo.

Nós, Estrelas, assim como os Anciãos, os Arcanjos, nós os acompanhamos no desdobramento da Luz, na conscientização do Si.

Hoje, como foi insistido, esta última Transcendência, esta Passagem da Porta Estreita (que foi, de alguma maneira, preparada por uma série de elementos) preparou, vocês também, para este Último Abandono: o Abandono do Si, o Abandono do que se acreditou ser possuído e manifestado, a fim de estabelecê-los além desse manifestado no não manifestado, no não Ser e na não Consciência.

Nada do que é este Absoluto pode ser expresso.

A testemunha, vocês sabem, sendo as manifestações do Êxtase, que põem fim a toda influência do que quer que seja vindo desse mundo da personalidade (do Si, mesmo), fazendo de vocês um ser que, em meio a uma forma, no entanto, presente, vive o sem forma ou, se vocês preferirem, a não forma.

Obviamente, para o ego, tudo o que é negação evoca uma perda irremediável, um abismo insondável, onde mesmo o Amor e a Luz não podem ser conservados.

E é, no entanto, muito exatamente, nessas condições e no que se manifesta à Consciência que se pode viver o Absoluto, que se pode viver, de maneira facilitada, a Graça da Verdade, a Graça deste Absoluto, deste Último.

Como foi falado, em diversas ocasiões, não existe via de passagem entre a Unidade e o Absoluto mesmo se, é claro, existem pontos deste corpo que vocês habitam, em ressonância com os ‘novos corpos’, como lhes foram explicados, correspondendo a esta Porta OD, esta Porta Estreita: o momento em que vocês precisam renascer, o momento em que é preciso ser como uma Criança, virgem de toda suposição, virgem de toda construção.

É o momento em que minha Irmã GEMMA lhes disse que a Cópia ia se apresentar, a fim de Desposá-los e de Dissolvê-los no não Ser, além mesmo da sua própria Presença, além mesmo do seu Amor indizível e desse Fogo que retorna à sua própria origem.

O tempo específico desta Terra, pela sua Liberação, dá-lhes uma forma de impulso.
Um impulso que é facilitador e que vem pedir-lhes, ele também, para Ser ele próprio. Sair, de algum modo, de todo limite, abandonar todos os contextos de referência, mesmo aqueles do Si.

Abandonar-se, de alguma forma, à Fonte de vocês mesmos que vocês não conhecem, que vocês podem pretender conhecer em meio ao que vocês são na personalidade ou no Si.

Isso é efetivamente um desafio porque, naquele momento, nesse “que bom”, o conjunto do que pode existir, em meio à personalidade e ao Si, vai voltar de novo à Consciência sob forma (às vezes intensa, às vezes lancinante) de efeitos da retração e da contração da alma que se apronta para desaparecer, para deixar, de algum modo, todas as atrações e todas as manifestações que existiram neste mundo.

A passagem da Alegria ao Êxtase não é, aí tampouco, uma simples passagem ou um simples nível que seria mais importante, mas, aí também, trata-se de uma Transcendência.

Trata-se, aí também, de uma Transformação radical onde mesmo a Consciência não pode mais ser nomeada, porque ela não está mais nem localizada, nem deslocalizada: ela está por toda parte, antes dela própria desaparecer e dar lugar à Majestade do não Ser, do Último Absoluto, da Vida.

É nesses momentos, em que vários Anciãos lhes disseram para nada fazer, para permanecerem tranquilos, para nem mesmo nada mais tentar observar, que é para deixar tudo o que acontece passar e, então ser superado, sem qualquer intervenção de alguma parte de vocês mesmos, quer vocês estejam na personalidade ou no Si.

O mais simples e o mais difícil às vezes é, efetivamente, nada fazer.

Naturalmente, uma série de elementos foi cultivada desde alguns anos agora, transmitindo-lhes esta Humildade e esta Simplicidade.

Humildade e Simplicidade que, incitadas até o seu extremo limite, fazem-nos ver e considerar que vocês não podem ser o que quer que seja sobre este mundo e viver o Absoluto.

É preciso, então, de algum modo, aceitar nada ser, não ser mais nada e tudo doar, sem zona de sombra, sem qualquer reflexão, sem qualquer condição.

Este salto no Desconhecido (porque é um) é um medo que pode traduzir-se por uma angústia, porque, como é que, do ponto de vista do Si ou da personalidade, o que podia ser pleno, pode encontrar-se esvaziado da sua substância, esvaziado de toda experiência, esvaziado de todo projeto, de toda busca e de todo objetivo e, até mesmo, de todo caminho?

Aceitem nada ser e vocês serão Tudo.
Aceitem que o conjunto das barreiras e dos muros construídos desaparece.
Aceitem não mais ser uma pessoa ou um indivíduo e vocês serão o Absoluto.


O que vocês são, eu os lembro, desde toda Eternidade, porque isso não é algo que possa ser buscado, nem procurado, nem mesmo desejado.

É apenas nesta forma de capitulação total que se vive o Absoluto.

Nada deve permanecer do que estava anteriormente presente.
Nada deve permanecer da sua pessoa, da sua vida, dos seus apegos.
Nada deve permanecer da Luz, nem mesmo os amores condicionados e condicionantes.

A partir do momento em que vocês renunciam, na totalidade, a partir do momento em que vocês se doam, na totalidade, a partir do momento em que vocês dizem ‘sim’, então o Casamento Místico ocorre e lhes dá o Tudo e a Totalidade.

Mas vocês não podem ser esta Totalidade, este Absoluto, enquanto vocês ainda estiverem com alguma coisa daqui, deste lado.

É um momento que, eu o espero para vocês, está aí, ou que virá, em que tudo deve ser deixado.

É o salto no vazio, é o salto na angústia, é o salto na Dissolução.

E é aí que é preciso aceitar que vocês nada são de tudo o que remonta, de tudo o que se manifesta em meio à Consciência, mesmo a mais iluminada e a mais Desperta.

Quando esta Consciência se projeta e transparece, então o salto pode ocorrer de maneira instantânea.

Aí se situa, para aquele que já vive o Absoluto, o aparente paradoxo e a contradição desta Simplicidade e que, no entanto, parece, de um ponto de vista limitado, tão árduo, tão difícil, tão angustiante.

É-lhes preciso tudo perder, a fim de se tornar esse Tudo que vocês São, desde toda Eternidade.

Como vocês sabem e como lhes disseram muitos Anciãos, não há qualquer meio de compreender: nenhum conhecimento é de alguma utilidade para vocês.

O Conhecimento, em meio à Personalidade como em meio ao Si, é apenas ignorância para o Absoluto.


Porque todos esses conhecimentos são apenas, em última análise, projeções cujo objetivo é conhecer vocês mesmos em meio à persobalidade, em meio ao Si, mas jamais irá representar o Conhecimento do Absoluto.

É apenas se vocês aceitarem a sua própria ignorância (através desta rendição, através deste Nada que foi aceito) que, somente, naquele momento, naquele instante, naquele ponto, a Onda da Vida e o Absoluto fecundam vocês, devolvendo-os a vocês mesmos, não em algum efêmero, mas, sim, nesta Eternidade, neste Ilimitado.

Vocês não podem pretender ser alguma coisa, aí onde vocês estão na Ilusão, e pretender o Absoluto.

Aliás, jamais o Absoluto poderá ser uma pretensão porque ele não é nem um objetivo, nem um caminho, nem uma Consicência, nem uma Vibração.

É o momento em que, realmente, sinceramente, concretamente, vocês são esse Tudo, além mesmo da FONTE.

O outro é apenas vocês mesmos, em um tempo diferenciado, em um espaço diferente, mas, em última instância, no Absoluto, vocês são Um, muito mais do que na Unidade: vocês são além de toda Unidade, vocês são a Totalidade.

É difícil, para o ego, aceitar isso.
É difícil, para o Si, também aceitar isso, porque isso recoloca diretamente em questão o princípio da Realização e o próprio princípio da fragmentação ou do isolamente da personalidade.

E, no entanto, não há, de qualquer forma, outra saída senão esta Transcendência.
Naturalmente, e nós sempre lhes dissemos, vocês são Amados da mesma forma porque o Absoluto é Tudo e é Amor.

Quer vocês permaneçam em meio à personalidade ou em meio ao Si, não pode existir o menor julgamento, exceto de vocês mesmos por vocês mesmos.

Os Samadhi mais avançados devem, também, dar lugar ao Absoluto.

E quando eu digo dar lugar é desaparecer, nada mais ser, porque, quanto melhor vocês aceitarem nada mais ser, fundir-se no que vocês chamam de ‘nada’, melhor irá se realizar o Absoluto que irá se revelar e instalá-los nesta não Consciência e neste não Ser dos quais nada pode ser nem percebido, nem concebido, nem apreendido, de maneira alguma.

Desta vertigem, deste insondável, revela-se, então, a Vida no Absoluto.

Nada mais é segredo para vocês.

Não existe mais questão, não existe mais interrogação, existe apenas este estado que não é mais o nada, mas que é a Plenitude, muito além da Alegria, muito além do Amor e de uma Luz vivenciada em meio à Realização.

O Absoluto põe fim ao isolamento, põe fim ao Nada.

Vocês encontram o que vocês jamais cessaram de ser.
Vocês encontram o que é a Natureza e a própria essência da Vida.
Vocês serão, então, este ser, além de todo ser.

O que os nossos Irmãos Anciãos chamam de Jnani (Jani) ou de Mukti, o Liberado Vivente, aquele que nada pode afetar, porque ele conhece: ele saiu da ignorância, ele penetrou muito além do que é nomeado as Moradas da Paz Suprema, além de Shantinilaya, ele penetrou o Parabrahman.

Ele está, realmente, Liberado.

A Liberação, que é o Absoluto, nada pede de vocês, justamente porque este Absoluto é Tudo de vocês: o Amor, a Luz, além de toda Consciência, além de toda observação, de todo sujeito, de todo objeto, de toda apreensão, de toda compreensão e de toda dúvida.

Como lhes disse a minha Irmã GEMMA (ndr: GEMMA GALGANI), a Vibração, naquele momento, não é mais vivenciada como nem exterior, nem interior, porque vocês se tornaram a Vibração.

Não pode ser estabelecida a menor distância entre o que vocês nomeiam vocês e todo o resto.

Aliás, vocês e todo o resto são a mesma coisa.

Pouco a pouco, nós os levamos e nós os conduzimos diante desta Majestade, diante deste Último, dizendo-lhes, já, que vocês estavam em nós como nós estamos em vocês, que nada deste mundo tem realidade, nem mesmo substância.

Ele é vazio, totalmente vazio.

São vocês que são o vazio enquanto vocês permanecerem na personalidade.

Vocês efetivamente nada são, independentemente de tudo o que vocês possam crer, independentemente de tudo o que vocês possam experimentar.

O Absoluto não é uma experiência, nem uma realização.

Isso poderia ser um início, mas um início que nunca começa nem termina.
Há, realmente, uma mudança de posicionamento e uma mudança de olhar.
Mas poderíamos dizer que, naquele momento, vocês são todas as posições e todos os olhares.

Não pode mais existir, realmente, uma localização qualquer, exceto este corpo, este princípio efêmero que permanece o tempo que for necessário para que ele realize a sua própria viagem.

Mas vocês não são mais essa viagem.

Vocês não são mais este mundo.

Vocês englobam-no.

Então, é claro, o ego (que se prende a este corpo, a esta pessoa, a estas ideias) ou o Si (que se prende à sua Realização, à sua Luz) não podem apreender-se do que quer que seja.
Não existe qualquer possibilidade: é que a Cópia [o Duplo] pede vocês e os faz viver este Último.

Nada há a pedir.

Assim que houver o pedido, o Absoluto pode revelar-se.
Há realmente esta noção de mais nada ser.
Uma noção de ser realmente o menor, inexistente, insignificante, sobre este mundo.

Para a personalidade, isso representa uma negação importante, ou mesmo uma negação, mas para o Absoluto, é a única Verdade.

Não há outra, jamais haverá outra.

Ser Liberado, viver a Liberação e viver o Absoluto, não pode ser bloqueado por qualquer elemento ligado aos limites, quaisquer que sejam.

Lembrem-se: é uma Transcendência de tudo o que era conhecido, sabido, experimentado e Vibrado.

Daí nascer o que, do ponto de vista da pessoa, podemos nomear a Certeza.

Desta Certeza Interior nasce a Espontaneidade, sendo acompanhada da Transparência e da evidência.

Obviamente, aquele que tem um ego não poderá ver isso, porque ele ali sempre verá as suas próprias dúvidas, as suas próprias projeções, as suas próprias insuficiências.

E o seu próprio Ego fará tudo para negar.

E, no entanto, o Absoluto é capaz de se comunicar, mas não o ego.

Ele se comunica, a partir do momento em que a localização, em meio a um corpo ou a um Si, é, ela também, transcendida, além mesmo do princípio de Comunhão, de Fusão ou de Dissolução, além mesmo da Deslocalização, além mesmo do Manto da Graça ou da Onda da Vida.

Sair na não Consciência ou entrar na Vida é muito mais do que um Batismo, muito mais do que uma Ressurreição, muito mais do que uma Crucificação.

E, no entanto, inexprimível porque, ainda uma vez, isso não é uma experiência que seja percebida, isso não é uma Vibração que seja percebida, mas é um estado além de todo estado, que não é nem uma finalidade, nem uma realização, que os faz perceber, de algum modo, que vocês estão aí, desde toda Eternidade, transcendendo os Mundos, as vidas e todo Si.

Naturalmente, várias modificações acontecem, neste corpo, que não tem mais necessidade de vocês para realizar o que é para fazer para ele, que isso seja para ele mesmo ou para os outros corpos presentes na superfície deste mundo.

Vocês não estão mais presentes.
Vocês não são mais a Presença.
Vocês são o Absoluto.

Então, o que era o nada, o vazio e a contração da alma, torna-se uma exuberância Interior, não podendo, em caso algum, ser confundido com uma exaltação da alma ou da personalidade na experiência vivenciada.

Porque a Onda da Vida, o Manto Azul da Graça e a não Consciência e o próprio não Ser estão neste Absoluto, permanentemente, sem nada querer, sem nada decidir, sem nada manifestar.

Vocês se tornam a Testemunha Vivente, a Testemunha de CRISTO, KI-RIS-TI, a Testemunha de Brahman, porque vocês são ele mesmo.

E vocês são ainda Parabrahman.

Vocês são aquele que, da Unidade, passou pelo Zero, pelo nada e que contém, naquele momento, nele, todas as Unidades, todas as diversidades, todos os Mundos, todas as Dimensões.

O mais importante é se lembrar, talvez, de que vocês não são nem o objetivo, nem o caminho, que vocês são a Vida, em sua plena e inteira aceitação, além de toda pessoa e de todo mundo, traduzindo-se por este Êxtase e por esta Íntase permanentes, onde nada mais pode ser como antes, mesmo se vocês o quiserem, mesmo se vocês o desejarem, o que é impossível porque no Absoluto não existe nem vontade, nem desejo.

Há apenas a Vida que se vive, deixando-se fluir ela mesma, em todas as relações, em todos os relacionamentos, em todos os atos.

Certamente, para o ego, isso pode parecer ser uma falta de personalidade, uma falta de vontade, uma derrota.

E isso é uma, é claro.
A derrota da individualidade, a derrota da ilusão, a derrota do efêmero que, no entanto, não foi o resultado de um combate qualquer, mas, sim, eu os lembro, de uma capitulação total, de uma rendição total à Fonte de si mesmo.

Podemos dizer, hoje, que para viver o Absoluto e a Vida, vocês não são a meditação, vocês não têm que meditar.

Que vocês não têm que olhar, nem que encontrar, porque vocês são a Vida e a Vida não pode ser exterior.

A alma é consumida, então, no último Fogo, deixando aparecer a Fênix ressuscitada das suas próprias chamas, incorruptível, em um novo Fogo onde jamais as chamas podem extinguir-se.

O Banquete Celeste, o Casamento com a Cópia, a Onda do Êxtase, participam da mesma dança da Vida.

Esta última Verdade, além de todas as Verdades, nomeada por um Arcanjo que os acompanhou: a Verdade Absoluta.

Todos vocês aceitam, porque nada é falso.

Mesmo as verdades relativas que foram rejeitadas e refutadas, são apenas vivenciadas como etapas de construção e, a um dado momento, essas construções devem ser, de algum modo, demolidas.

Mas elas lhes serviram, anteriormente, para aproximar-se do inacessível.
Construir o “Eu Sou”, o Si, foi importante.

Aqueles que o construíram, hoje, não têm mais que se colocar esse tipo de questões.

Favoreçam tudo o que os fará permanecer tranquilos, permanecer em Paz.

Digam que, naquele momento, e neste período específico da Terra, nada há a buscar, nem a procurar.

Nada mais há a manifestar.

Em primeiro lugar, apenas Ser e, depois, Nada Ser.
Este depois não é tão distante assim.
Ele não está separado.

A Onda da Vida, testemunha do Absoluto, arrebata-os para fora de toda Vida, ainda uma vez, de todo conhecido, de toda experiência, libertando-os das incertezas, das dúvidas, dos medos e, também, de tudo o que poderia parecer como manutenção de uma ilusão.

Inconsciente ou conscientemente, cada vez mais Irmãos e Irmãs vão suspeitar de que alguma coisa acontece, sobre este mundo, porque, dentro de não muito tempo, tudo isso não poderá mais ficar escondido e vocês não poderão mais, aliás, se esconder, vocês tampouco (onde quer que seja, nem na personalidade, nem no Si), porque vocês irão se tornar esta Transparência e esta Espontaneidade.

Vocês serão, digamos, transportados pela Transparência e pela Espontaneidade.

Transportados para onde?
Para o que, justamente, a personalidade, o efêmero, chama de nada, o Vazio.

Segundo o ponto de vista da personalidade e do Si, isso se chama a negação da Vida, a rejeição da Vida.

E, no entanto, isso é exatamente o contrário, quando o Absoluto tiver encontrado vocês, quando a Onda da Vida tiver percorrido vocês.

Porque, naquele momento, são vocês que percorrem o conjunto das Consciências e das não Consciências, o conjunto das Dimensões e das não Dimensões, a própria FONTE.

Independentemente das Vibrações e das percepções atuais, porque nós estamos em Comunhão, vocês podem ir além, não para pararem no que lhes parece ser um caminho ou um objetivo.

Lembrem-se: não há caminho, não há objetivo.

Não há, para vocês, senão o Nada.

Sejam o Nada.

Então, vocês irão passar, por esta Transcendência, na Eternidade.

Nenhum limite poderá mais aflorar e tocar a sua Consciência.
Nada mais de conhecido poderá impedi-los de ser a Vida.

Coloquem-se nesse nada e nesse Nada.
Coloquem-se na Forma, além de toda forma.

Aí, na Plenitude, na Alegria, deixem isso porque nem vocês, nem eu, somos isso.
Aceitem não mais ver uma pessoa ou outras pessoas.

Digam “sim”.

Que o seu sim seja um sim e um não a tudo o que é conhecimento deste mundo, conhecimento deste corpo, deste caminho, da sua experiência de vida.

Vocês são a Vida, vocês não são a experiência da vida.

Fiquem em Paz.

Parar o tempo e o espaço não é um desafio, mas, sim, este Último Absoluto.

Muitos de vocês vivenciaram, ainda no passado, reflexos deste Absoluto, porque o sentido de ser uma pessoa, desde ainda alguns anos atrás, não podia desaparecer na totalidade.

Lembrem-se de que não existe história, de que não existe o que quer que seja fora do Absoluto.

E de que o sentido do que vocês podem compreender, mesmo através dos dados científicos deste mundo, mostra-lhes que mesmo uma estrela é efêmera.

Naturalmente, a estrela e a Consciência do homem não evoluem no mesmo espaço e no mesmo tempo.

Mas isso nada muda o que é efêmero.

Aí, logo, entre aqui e agora, em cada um de nós que é o outro e que é o Tudo, na Comunhão da Graça, a Onda da Vida que, talvez, vocês observam.

O Absoluto diz a vocês: nada mais observem, nada mais sejam.
Contrariamente ao Despertar e à realização, onde tudo isso foi vivenciado, é-lhes preciso aceitar.

Nenhuma vivência é de qualquer utilidade para vocês.

Renunciem a vocês mesmos, renunciem até mesmo às Vibrações, renunciem também à Onda da Vida que os percorre, se ela os percorrer, porque ela não é nada mais senão vocês.

Portanto, o Nada se torna Plenitude, o consciente se torna não Consciência, sem, no entanto, ser inconsciente.

A Alegria de Turiya dissolve-se no Silêncio da Eternidade, nos tormentos do vazio que, na realidade, é pleno.

Lembrem-se do princípio da inversão e da falsificação: vocês estão aqui, sobre este mundo, invertidos.

Vocês são apenas uma impressão.
Vocês absolutamente nada são disso.
Vocês são apenas o Absoluto.

No espaço de Comunhão, quem é quem?
Quem vocês são?
No espaço e no tempo desta Terra, além do corpo que vocês habitam, além dos pensamentos e das emoções que os transpassam, vocês estão agora lúcidos e transparentes?
No Silêncio, o Canto Último está aí.

No espaço desse Silêncio, no espaço da nossa Comunhão, além de todo espaço e de todo tempo, nós somos Um e mais.

E o Absoluto.

No Templo do Coração, dançando a Onda e a Vida que vocês São.

Não há preparação.
Nada há a preparar.

Deixem Ser.
Deixem não Ser.
Deixem acontecer.

Nada façam.
Sintam a Eternidade.

No tempo da nossa Comunhão, no tempo do nosso Silêncio.

Além de todo tempo, de todo corpo, de todo contexto, há Isso, nada senão Isso.
Não há você e eu.

O próprio mundo não existe mais.

E, no entanto, vocês são a Vida.

De hoje em diante, haverá a reminiscência deste instante que se reproduz a cada sopro.

Cada vez mais, como nós lhes dissemos e reiteramos, haverá esses espaços onde vocês não podem mais ser simplesmente esta presença que escuta, nem mesmo esta presença que fala.

Haverá apenas Isso.
Nada senão Isso.
Absolutamente tudo Isso.

Resta-me abençoar a Vida, porque ela é abençoada.

Apreendam-se de que vocês não são mais o tempo, nem o espaço.

Nem um, nem o outro.
Doravante, há Isso.
Comunhão e Graça.

E depois, não há mais palavra.
Somente, talvez, seja ouvido o Som Primordial.
Aquele que é o Primeiro Sopro.
Origem e Fim.

Não escutem nada mais.
Vocês são Isso.
N’Isso e com Isso.

Eu digo simplesmente Paz além de toda Paz e Eternidade.

Até breve.

Até logo.

Até sempre.

Na Vida.

No Amor.

No Tudo.

Adeus.


Enviado por Rosa
Mensagem da Amada Ma Ananda Moyi no site francês:
http://www.autresdimensions.com/article.php?produit=1414
11 de abril de 2012
(Publicado em 12 de abril de 2012)
Tradução para o português: Zulma Peixinho
http://portaldosanjos.ning.com
http://minhamestria.blogspot.com/

sexta-feira, 6 de abril de 2012

MA ANANDA MOYI - 31-03-2012 - AUTRES DIMENSIONS


Eu sou MA ANANDA MOYI. Irmãos e Irmãs na humanidade, partilhemos, primeiro, o Dom da Graça.

… Partilhamento do Dom da Graça …

As palavras que eu vos darei serão trazidas pelo Manto Azul da Graça e pelo Dom da Graça, abrindo no que vocês São, se isso ainda não está feito, a abordagem indizível do Êxtase.

O que eu tenho a dizer vem completar aquilo que eu já disse, assim como o que foi dito por GEMMA (ndr: GEMMA GALGANI), minha Irmã UNIDADE.

Eu venho, portanto, a vós, enquanto Estrela AL da Vibração da alma, da Vibração do Fogo Redentor, aquele que traz o Manto Azul da Graça e vem desposá-lo sobre os vossos ombros, a fim de nascer, nos vossos pés, o Dom da Graça.

Eu coloco em vocês, bem para lá das minhas palavras, no mesmo sentido da minha Presença aqui, e da vossa Presença aqui, os elementos que são, se vocês desejarem, para observar.

Dentro de alguns dias, nós começaremos juntos, vocês e nós, uma Celebração. Esta Celebração é a que substituirá os vossos Alinhamentos das 19 horas (ndr: esta nova prática, efetiva a contar de 2 de Abril 2012, é descrita na seção «Protocolos a Praticar/ Protocolos Prioritários» do nosso site, sob o título «Comunhão coletiva no Manto Azul da Graça e na Onda da Vida»).

O que devia ser Semeado e Ancorado sobre a Terra, o foi, para lá mesmo de toda a esperança. A missão (se é que foi uma), não pessoal, foi a de trabalhar isso.

Resta-vos viver, se isso ainda não foi feito, aquilo que vocês São, em Verdade, para lá mesmo dessa personalidade, para lá mesmo dessa Presença.

Alguns, entre vós, viveram o que era para viver por antecipação. Outros, entre vós, vivem as premissas. E outros, enfim, não parecem viver nada por agora.

E eu me dirijo a todos vocês (que o vivem ou ainda não): O Dom da Graça não está reservado, nem tem um eleito, nem tem um chamado, mas está inscrito mesmo na natureza de toda a Vida e de toda a Consciência.

Como vos disseram e repetiram numerosos Anciãos, o que é para acolher, o que é para viver, é o Abandono do Si, ele mesmo, o Abandono de toda a inclinação qualquer que ela seja.

Como eles vos disseram: fiquem tranquilos, não façam nada, estejam em Paz. Façam o que tiverem a fazer, nesse mundo ou em vocês, mas o Dom da Graça nasceu.

Ele se eleva depois do núcleo central da Terra, vem ressoar em vós, sob os vossos pés. Venham então precipitar-se para o alto, num tempo que vos é próprio.

Não há nada a fazer. Há simplesmente, pouco a pouco ou violentamente, que vos reconhecer como a seiva que sobe na árvore na primavera, sem se colocar questões, sob a ação, à vez, do sol e do aquecimento da Terra.

Da mesma maneira, o vosso Ser abrasado nesta Alegria mística é a vossa natureza. Ele não é senão o Amor. Ele não é senão este Absoluto. O que quer que diga e o que quer que possa recusar a vossa personalidade, esta imensidade é a nossa Natureza, de todos, para lá de toda a Alegria, para lá de todo o Si, de toda a Presença, da toda a justificação ou de toda a interrogação.

O Manto Azul da Graça, de qualquer modo, já trabalhou ao nível das Portas ATRAÇÃO/ VISÃO, para dirigir um fluxo consciente ao nível da Porta Estreita, a Porta OD.

A ação conjunta da Luz Azul, no seio das Portas ATRAÇÃO/ VISÃO, conduziu, para alguns, à abertura desta Porta. Para outros, para sentir este Apelo e esta Majestade. Para outros, o momento ainda não veio. Qualquer que seja a vossa condição.

E o que quer que seja que vocês vivam, num caso como no outro, fiquem tranquilos. Certamente, o que faz a pessoa (que vocês são ainda) vai muitas vezes tentar encontrar explicações, justificações, nas manifestações que vocês têm nas pernas ou no vosso corpo, explicando-as através de energias (de isto ou daquilo), explicando-as através de perturbações (de isto ou daquilo).

Vão para lá da aparência e deixem Ser. O Dom da Graça, a Onda da Vida, é a vossa principal natureza, como a nossa.

Num primeiro tempo, certamente, a pessoa tem a tendência de querer observar o que se passa, ou o que não se passa. É lógico. Lembrem-se: vocês são uma pessoa, aparentemente, que se observa a ela própria.

Depois desta etapa, resta viver, na totalidade, o Manto Azul da Graça, o Dom da Graça, e deixar elevar-se, em vocês, a seiva que vos vem fazer Nascer, para de Verdade, ressuscitar, na totalidade.

Num tempo e num espaço (que não são nem um tempo nem um espaço) onde não existe nenhuma questão porque, nisso, não há senão solução, não há senão evidência de vocês mesmos.

Vocês se reconhecerão, então, uns e outros, onde quer que estejam sobre esta Terra, permitindo então o que é chamado este Casamento místico, vos dando a viver uma Comunhão total, bem para lá das pessoas, bem para lá de todo o apego, bem para lá de toda a ligação.

O Dom da Graça está Libertado, esta Liberdade que vos dá a Autonomia total, como dizia o IRMÃO K. Extraindo-vos, de qualquer modo, de tudo o que é relativo, de tudo o que é efêmero, de tudo o que é Ilusório.

Que arriscam vocês? Só se opõe aquele que é denominado o medo, não os vossos, mas aquele de toda a humanidade, de todos os Irmãos e Irmãs que lutam para encontrar o amor, para encontrar o que comer, para manter uma família.

O Dom da Graça vos faz penetrar nos espaços sem luta, onde a única palavra que pode ser empregue é Evidência, que vem (como uma providência renovada a cada sopro) vos instalar na vossa Natureza.

A Onda da Vida, este Dom da Graça, vivido e observado como se propagando nesse corpo, num dado momento, vocês o integrarão, tornando-se isso porque vocês não São senão isso.

E então, a partir desse instante, nada mais poderá ser como antes. Vocês se reconhecerão uns aos outros, e vocês reconhecerão todo o Irmão e toda a Irmã (mesmo que se oponham a vocês) no mesmo Amor, no mesmo Dom da Graça. Não há nada a fazer. A Terra, Libertada, canta o seu Canto.

O Céu deu o impulso. Vocês, e todos nós, Crianças do Céu e da Terra, nesta carne, nós trabalhamos. É tempo, agora, de tocar, de qualquer modo, o vosso salário da Eternidade, a vossa Ressurreição.

Vocês não estão sonhando. Que dúvida poderia existir quando a Onda da Vida se instala em vocês? Vos tomando e vos levando, não longe desse corpo e longe dessa personalidade, mas vindo, de maneira definitiva, irremediável, vos abrir ao Amor, na totalidade.

Não o amor tal como vocês o podem conceber, limitado, numa certa pessoa, mas nesse Amor que todo o ser humano, qualquer que seja, procura indefinidamente, mesmo na expressão mais oposta a esse Amor.

Não julguem. Quer vocês vivam isso, já, ou quer não vivam nada, não julguem ninguém nem nenhuma circunstância, porque o julgamento é a própria essência da divisão, porque o julgamento está no oposto do Amor, e afasta, de vocês, o Amor. Nenhum julgamento deve ser feito, nem sobre vós, nem sobre qualquer um.

Coloquem-se neste partilhamento do Dom da Graça, aqui mesmo. Apoiem-se nos vossos Irmãos e vossas Irmãs que o vivem porque eles se tornaram o Dom total da Vida. E não pode ser de outra forma porque a Onda da Vida não pode ser parada, nem dirigida, nem mesmo travada.

Quando a seiva sobe, ela não pode mais descer, ela não pode senão Irradiar, no mesmo Amor, toda a consciência, toda a Vida. Então, absorvam isso. Não há ninguém a seguir. Há apenas que aproveitar, alimentar-se desta partilha, deste Dom.

A seiva da Terra atingirá o seu máximo (cada dia ainda mais elevado e intenso) a partir de 2 de abril. Nós convidamos, e nós vos pedimos para convidar, o conjunto da Terra a partilhar, não só através da expressão de uma qualquer vontade, mas antes nesse dom de si mesmo do Dom da Graça.

Isso é natural, isso não vos pede nenhum esforço, nem nenhuma vontade: simplesmente, deixar Ser, deixar fazer. Virá um momento (se ainda não é o caso) em que vocês se fundirão nesta última Verdade, neste Absoluto. Aí, tudo aquilo que, minutos antes vos parecia sofrimento e separação, desaparecerá, porque o vosso olhar sobre o que vos parecia separado não poderá mais existir, não poderá mais manter-se.

Da mesma forma, como certas experiências vos foram contadas, vocês poderão observar uma paisagem, qualquer que seja, ou um ser amado, com um olhar exterior: mesmo se este olhar exterior estiver repleto de compaixão e de amor, ele permanece exterior.

O Dom da Graça vos faz fundir na totalidade, com o que vocês observam. Vos permitindo, pelos princípios denominados Deslocalização, não mais ser apenas uma pessoa, apenas esta vida, apenas estes prazeres e estes sofrimentos, mas tornar-se o Absoluto.

Certamente, o mental vai tentar, de qualquer modo (e é o seu papel), vos dizer que vocês não são dignos, que isso não existe já que vocês não o vivem, ou que isso é ainda uma etapa, ainda uma Ilusão. Não escutem o que vos pode dizer, o que quer que seja. Escutem, simplesmente, o Canto da Vida e do Êxtase que sobre em vocês, nesse Templo.

Eu tenho necessidade de vos dizer: tenham confiança. Como podem vocês ter medo? Como podem vocês duvidar? Isto está, certamente, presente em todas as pessoas mas, a partir do instante, ou do momento, em que vocês serão literalmente absorvidos pela Onda da Vida, nada mais poderá ser como antes. E, no entanto, vocês não perdem nada, vocês não podem senão ganhar a vossa Eternidade, essa Beatitude infinita daquilo que vocês São, para lá mesmo dessa personalidade, para lá mesmo de toda a vida aqui em baixo.

Vocês nunca mais estarão separados, divididos ou fragmentados. Nunca mais vocês poderão abrigar a menor dúvida. Vocês serão, então, a exata Verdade daquilo que vocês São. E isso é para todos e para cada um. Quer o vivam agora, quer o vivam mais tarde, lembrem-se que isso é para todos.

Vocês São esta Eternidade. Certamente, o ego não o pode conceber, isso foi exprimido, de maneira bem completa, por mim. Definitivamente, que querem vocês? E definitivamente, quem são vocês?

Não retenham nada. Estejam Presentes. Escutem e percebam, se quiserem, e observem, a Onda da Vida, mas lembrem-se que vocês não podem fazer nada. Deixam-na subir, deixem-na Ser, porque é o que vocês São. Vocês não são estritamente nada senão este êxtase permanente, esta capacidade de viver, com cada coisa, com cada ser, na mesma Comunhão, no mesmo partilhamento do Dom da Graça.

Nenhuma separação poderá reter-se sobre esta Terra, porque, cada dia, vocês são mais numerosos a viver esta Unidade e esta Graça. Porque este movimento, se assim podemos denominar a Onda de Graça, é infinito: nenhuma Criação poderá ser mantida sem a Presença dela. Não julguem. Deixem simplesmente ser.

Não se ocupem de nada mais. Sigam o vosso caminho, continuem a trabalhar no que a Vida vos propôs percorrer, ou parar, ou transformar, mas não se ocupem de nada mais.

A seiva sobe, o que quer que possam pensar as folhas que vêm, o que quer que possam pensar os ramos que ainda não nasceram. A Onda da Graça é, ela também, Inteligente e Inteligência. Ela vem, de qualquer modo, dar os ajustamentos finais e reajustar totalmente o que o deve ser.

Viver o Êxtase, instalar-se no Êxtase, lembrem-se, é a vossa Natureza. Nada mais pode permanecer perante esta evidência. Cada minuto será então ação da Graça, estado de providência, estado onde vocês São Tudo, totalmente.

As minhas palavras, como as de cada interveniente, não são unicamente uma energia ou uma Consciência que desce até vós, uma Consciência exterior. Esta Consciência são vocês mesmos, nós o dissemos.

Só o olhar separado da personalidade, nesta humanidade, o fez exterior, lhe colocou uma distância, um particionamento. Isto termina. «Nós somos Um» não é um dogma, não é uma adesão, mas, realmente, uma vivência.

A partir do momento em que a Onda de Graça surgir em vocês, a partir do momento em que ela sobe, a partir do momento em que os últimos medos da humanidade forem transcendidos, vocês se tornarão a Transcendência, vocês se tornarão a beleza. E vocês constatam que é aquilo que vocês sempre foram, que isso esteve sempre lá, e que isso não é senão o jogo da personalidade ser, aparentemente, distante.

Vocês são o Amor, vocês são o Êxtase, vocês são este Casamento com toda a Consciência. Não fiquem mais separados. Não fiquem mais divididos. Sejam, realmente, a beleza, e vocês verão que, sem o querer, sem o desejar, sem o impor, tudo mudará.

Esta mudança, que não é uma, é de fato uma real transcendência, vos fazendo passar (como disseram os Anciãos) do limitado ao Ilimitado, do relativo ao Absoluto, da transformação à Transcendência. Vocês serão o Todo, vocês o São. Isso nunca cessou, isso nunca pode ser retirado ou removido.

Cada dia, a Onda da Graça vai acabar de revelar o que a Luz Vibral empreendeu. Fundamentalmente, o Dom da Graça e a Luz Vibral (uma que desce e a outra que sobre) vão se unir. Vos dando este Último, este Absoluto. Aí, onde não podem existir senão respostas, senão soluções.

O resto da vida se desenrolará, certamente, como se deve desenrolar até ao momento que a Terra o tiver escolhido. Vocês sabem que ela o escolheu, os sinais são inúmeros (eu falo dos vossos sinais Interiores). Quer a Evidência da Onda de Graça esteja aí, ou não, simplesmente, nessas premissas, a Ligeireza e a beleza vos estendem os braços.

Como os anciãos vos disseram, não há mais ensinamento, há apenas que Ser aquilo que vocês São. Há apenas que pacificar aquilo que não está pacificado em vocês, não com raiva (fosse ela a mais justa), não com negação (de quem quer que seja ou do que quer que seja). Façam a Paz com vocês mesmos. Façam a Paz com o mundo inteiro. Porque vocês são a Paz. E enquanto essa Paz, esse Silêncio, não estiver aí, a resistência vos dá a impressão e a Ilusão de que vocês não são dignos, ou de que vocês não estão prontos.

Isso será, sempre o jogo da personalidade, e não outro. Façam a Paz com vocês mesmos. Façam o que é bom, para vocês, para encontrar essa Paz, quer isso seja, como disseram algumas das minhas Irmãs, ir para a natureza (ndr: ver especialmente a intervenção de SNOW de 17 de março último), de andar no orvalho, de mudar na pessoa o que vos parece importante.

Mas não façam disso uma finalidade, porque a finalidade não é essa. Vocês são o Dom da Graça. Vocês são o partilhamento da Graça. Vocês são esta União mística com o vosso Duplo, com o CRISTO, com a natureza, com cada Irmão, cada Irmã. Quebrando assim as reticências e os medos da pessoa que aí colocava, até ao presente, os seus próprios limites, as suas próprias barreiras, os seus próprios sofrimentos, os seus próprios engramas.

Não se ocupem mais disso, mas façam a Paz. E vocês verão (porque vocês viverão, na totalidade, a Onda da Graça): vocês se tornarão o que foi vivido porque vocês não São senão isso.

Não há, nas minhas palavras, promessas, não há esperança, há apenas a evidência. Porque, de qualquer modo, como vos explicará um outro Ser, brevemente, isso é lógico, bem mais lógico que o sofrimento, bem mais lógico que a lei do carma da ação/reação, bem mais lógico que a s leis físicas deste mundo.

Façam a Paz. Não julguem mais quem quer que seja ou o que quer que seja. Não projetem o amor porque vocês São o Amor. Não imaginem esta Onda da Vida porque ela é inimaginável.

Deixem-se Ser, para lá do Abandono e da Luz, para lá do Abandono e do Si, ele próprio. Sejam Simples. Sejam Humildes. Sejam o mais pequeno sobre esta Terra. Não na negação ou na recusa de vocês mesmos, mas antes nesta Humildade sincera porque, quando o relativo da personalidade se faz mais pequeno, então o Todo e o Absoluto não podem senão estar presentes (consciencializados, de qualquer modo, num primeiro tempo) a fim de vos tornar, na totalidade, este Absoluto, num relativo, nesse corpo, em qualquer corpo.

Nesta União mística, neste Casamento místico (com cada Ser, cada Consciência, com o Sol, no Sol, com o vosso próprio corpo, nesse corpo, com todo o ser humano), vocês não poderão mais erigir muros, vocês não poderão mais desviar-se de qualquer Irmão, ou qualquer Irmão, qualquer que seja, porque vocês são a mesma Onda, porque vocês são a mesma Graça. Porque é a mesma Luz que veio a vocês. Porque são as mesmas respostas que intervieram nas vossas Estrelas da cabeça, nas vossas Portas, nas vossas Lâmpadas, nas vossas Lareiras que se abriram, e nesse Fogo que foi revelado.

E mesmo que vocês não tenham vivido nada de tudo isso, vocês estão ainda mais próximos da Verdade, do Absoluto. Esqueçam tudo o que vocês aprenderam. Esqueçam tudo o que vocês memorizaram. Esqueçam todo o sofrimento. Porque vocês não São isso: tudo isso é extremamente efêmero e não pode ir para lá do tempo desta vida, que é a vossa, entre o nascimento e a morte.

Mas vocês não São nem o que nasceu, nem o que morre, E a Onda da Vida, o Dom da Graça, vem Cantá-lo, porque vocês são o Canto da Vida, porque vocês são o Canto da Graça. E é lógico, perfeitamente lógico. Este tempo particular da Terra vos reenvia para a Eternidade e para a Ilusão de todo o tempo.

Que querem vocês arriscar? Que podem vocês perder? Que podem mesmo vocês ganhar? Não se coloquem mais questões. A Humildade é isso. A Simplicidade, é também aceitar a evidência do Amor, a evidência do KI-RIS-TI, a evidência de cada Irmão, de cada Irmã, sejam eles amados ou detestados, ainda, pela pessoa.

Vocês não têm nada a vencer a não ser as vossas incertezas. Não há nenhuma resistência que possa subsistir quando a seiva sobe. Vocês São esta Eternidade. Comunguem com vocês mesmos, Comunguem com o Dom da Graça e partilhem, para lá de toda a carne, para lá de toda a possessão, e de toda a ligação.

Poderemos mesmo dizer que não há nada mais próximo de vós do que aquilo que vocês rejeitaram, por uma razão ou por outra, que vos é própria.

Certamente, para aqueles que observam, a Onda da Vida segue um certo circuito, uma certa lógica. Mas, a um dado momento, vocês não terão mais necessidade de alimentar a necessidade de perceção, a necessidade de observação.

Nesse momento, vocês estarão prontos para comungar. E isso é agora. Cabe a vocês, somente a vocês. Enquanto existir a dúvida, a incerteza, isso não é senão o ego que pode se exprimir, a personalidade, ela mesma, e absolutamente mais nada. Porque, em algum lugar, o ego estará sempre ligado à sua vivência, aos seus sofrimentos, como às suas alegrias, o que quer que diga, o que quer que faça para se desembaraçar.

Vocês são a Graça. Vocês são o Absoluto. Vocês são a beleza. Que pode haver mais? O tempo da Terra chegou. O que se passa em vocês, passa-se sobre a Terra. O que ainda não se passa em vocês, passará sobre a Terra e, portanto, em vocês.

Só o mental vai tentar incutir uma separação, uma dúvida, porque o mental estará sempre fragmentado e não poderá jamais aceder ao desconhecido. Vocês são a Onda da Graça, para lá de toda a identificação com uma personalidade. Doravante, é a isto que todas as nossas palavras vos chamarão.

A este Último, a este Absoluto, portador de toda a evidência - da mesma forma que a Luz vos chama (em certos momentos), a Onda da Vida vos chamará a cada momento, a casa sopro.

Não se desviem da Vida porque vocês são a Vida. Porque não há outra Via do que Ser a Vida. Porque não há outra Verdade do que Ser o Amor e este êxtase.

A Onda da Vida, vocês se aperceberão que ela pode ser mais compreensível (se é que posso dizer esta palavra), mais acessível, no espaço das vossas noites, no espaço dos vossos sonos, no espaço em que vocês se soltarem. Mas a partir do momento em que vocês se soltarem uma primeira vez, nada mais será como antes.

Não estejam perturbados porque não existe nenhuma perturbação na pureza da Onda da Vida, na pureza daquilo que vocês São. Não se julguem mais. Mesmo se o vosso ego parece reivindicar seja o que for, em oposição ou em contradição com a Onda da Vida, isso não é grave, porque tudo isso passará, porque tudo isso é efêmero e não pode inscrever-se em nenhuma realidade definitiva. Vocês são Absoluto, nada mais.

Nós somos vocês. Vocês são nós. Não há nenhuma outra presença, definitivamente, do que a Onda da Vida, este Dom da Graça a partilhar, este Êxtase a viver, tornando-se permanente.

Vocês são a Verdade, não há outra Verdade. Vão para lá de tudo o que vos apareceu, até ao presente, como verdade. Vão para lá de todo o efêmero, para lá de todo o limite, para lá de toda a carne (tanto a vossa como outra).

Amem-se uns aos outros, como ele vos Amou, e não como vocês desejariam amar, na pessoa, no limitado. Isso não é o Amor, isso era o medo e a dúvida: medo da falta, medo do abandono, medo da perda. Vocês não podem perder nada, não há nada a perder e nada a ganhar.

Vocês são o Absoluto, vocês são Amor, o Caminho, a Verdade, a Vida. Bem para lá de todo o jogo, de todo o papel, de todo (mesmo) o destino espiritual, vocês são isso.

Então, vivamos um momento de partilhamento da Graça e(se eu tiver tempo e se vocês tiverem necessidade, em relação aquilo que eu vos disse, em relação a este partilhamento) eu vos escutarei então. Mas antes, vivamos.

… Partilhamento do Dom da Graça …

E agora, escutemo-nos, escutemos o que nós temos a nos dizer, escutemos o que temos a nos dar, eu vos convido.

Questão: A Onda da Vida penetra na nossa personalidade ilusória (nosso ego)?
Sim, é ela que vem para vos matar e vos fazer ressuscitar.

Vocês são a Ressureição. Quando eu digo que vocês se tornam a Onda da Vida, quando vocês se tornam esta permanência, esta imanência, que ego, que personalidade, poderia resistir?

Vocês são levados à vossa Morada da Eternidade, de Verdade e de Beleza. Não há mesmo que se colocar esta questão.

O ego não se pode apreender, de maneira nenhuma, da Onda da Vida. Enquanto o ego, até ao presente, podia viver a Luz e dela se apropriar e viver uma transformação (que vocês viveram, certamente).

Mas a transformação não é a transcendência. A Onda da Vida é a vossa natureza principal, a Realidade Última, e não se embaraça no que é limitado, no que é efêmero, no que é julgamento, negação, dúvida ou Ilusão.

A Onda da Vida está por todo o lado, absolutamente por todo o lado. Nada pode escapar, ou subtrair-se, ao que foi Libertado. Vos trazendo a Liberdade e, portanto, a Autonomia e, portanto, este desconhecido. Vos Libertando de todo o conhecido e de todo o limitado.

Vocês são o desconhecido e não o conhecido. Este desconhecido que se implanta, esta seiva que sobe, subirá tanto mais quanto o conhecido se apagar. Não mais desdenhando ou pondo fim ao que quer que seja, mas antes como um convite a esta Vida nova, que É, de toda a Eternidade.

Não existe nenhuma personalidade para reter e deter a Onda da Vida. Vocês não podem reter o que vocês São, na Verdade, nem deter o que vocês São. Vocês não podem ser senão o Dom, total, incondicional e incondicionado.

Questão: Usar imãs sobre o corpo físico bloqueia a Onda da Vida?
Querida Irmã, que pode existir que possa bloquear a Vida? Que pode existir, na superfície deste mundo, que possa resistir à Onda da Vida, mesmo na sua negação, mesmo na violência, a mais excecional que o ser humano seja capaz de infligir, ou de se infligir.

Isso não pode, e não poderá mais, retê-la. Vocês o verão, aqui mesmo, se isso ainda não foi feito. O único bloqueio a vocês mesmos são vocês mesmos, em ressonância com as vossas dúvidas, com a personalidade, com o medo.

Como poderia a Vida ser um pecado qualquer, um julgamento qualquer, se isso não estiver no mental ou no espírito humano, nos seus conhecimentos, todos relativos, nas suas crenças, todas efémeras?

Lembrem-se: o Absoluto não pode ser conhecido no seio do que é conhecido. Mas o Absoluto não excluí a pessoa nem a personalidade, mas a engloba porque o Absoluto engloba e compreende todos os limitados, todos os relativos. Ninguém se pode opor, e nada se pode opor, à Verdade.

Questão: Como é que as pessoas que não estão neste processo vão viver a Onda de Vida, em particular psiquicamente?
Minha Irmã, a Onda da Vida não é nenhum processo, precisamente. A Onda da Vida não será jamais uma busca, nem uma espiritualidade, qualquer que ela seja.

A Onda da Vida é evidência. Como é que mesmo aquele que nega a evidência pode persistir na negação da evidência? Isso não tem senão um tempo, isso não é senão efêmero.

Que pode, definitivamente, recusar o Êxtase, recusar o Absoluto? Apenas o ego pode acreditar que isso é possível. Mas o ego, ele mesmo, é efêmero: ele está inscrito entre um nascimento e uma morte. Para lá disso, ele não existe, ele não tem nenhuma persistência e nenhuma consistência.

A Onda da Vida é a plenitude, a ligeireza e a densidade do Amor. Mais uma vez, absolutamente nada se pode opor à Ressureição. Tudo o que é efêmero deve morrer na Eternidade, render-se a esta Eternidade, morrer para aquilo que é efêmero, a fim de Viver.

Não há ego que mantenha, não há personalidade que se mantenha, não há mundo que se mantenha ou que possa resistir à Onda da Vida.

Questão: Como estabilizar esta experiência de maneira permanente?
Não há nada a fazer, aí também: apenas darem-se totalmente. Casem-se com vocês mesmos.

A Onda instala-se, uma vez que ela nasce, para cada um, segundo o seu próprio ritmo. Não há nada a tentar favorecer. Cultivem a Paz. Cultivem a Humildade, a Simplicidade.

Não sejam nada, estritamente nada das vossas crenças, nada das vossas Ilusões, nada das vossas possessões, nada dos vossos amores terrestres, nada de vocês mesmos. Vocês não podem controlar o que vocês São. Vocês não podem controlar o que vocês São.

Nós não temos mais questões, nós vos agradecemos.

Irmãos e Irmãs na humanidade, eu rendo graças, mais uma vez, no partilhamento do Dom da Graça e no Manto Azul, à nossa Comunhão.

Eu vos digo, portanto, até breve, e instalemo-nos, no tempo de algumas respirações, nesta Eternidade.

… Partilhamento do Dom da Graça …

Até logo.


Mensagem da Amada Ma Ananda Moyi no site francês:
http://www.autresdimensions.com/article.php?produit=1398
31 de março de 2012
(Publicado em 01 de abril de 2012)
Tradução para o português: Cris Marques e António Teixeirahttp://minhamestria.blogspot.com/

segunda-feira, 12 de março de 2012

AS TRÊS DIMENSÕES DO CORAÇÃO - Ma Ananda Moyi - Autres Dimensions


O coração, antes de ser o órgão que lhes dá a vida, que anima a sua vida e que pulsa a sua vida, foi assimilado à noção de ‘centro’, de ponto virtual onde tudo se desloca, onde as rondas da vida podem se manifestar.

O centro contenta-se em ser a fim de permitir o desenvolvimento da vida e o desenvolvimento das dimensões.

Esse desenvolvimento sempre ocorre em função de uma ligação e de uma conexão possível a esse centro que se torna, então, centro diretor, centro onde tudo pode se prender, onde tudo volta de novo depois de ter partido.

O coração físico da encarnação apenas mostra isso.

O ponto, o centro, é a Unidade e como toda Unidade, ele se dispõe em uma tríplice Unidade.

Na imagem do coração físico, dividido em três partes, o seu coração, ele também, está presente em três dimensões que são o coração físico (tal como vocês o conhecem), o coração energético e o coração espiritual.

O coração energético é o intermediário entre o coração físico e o coração espiritual.

O coração físico é aquele que anima toda vida, desde os mamíferos até o homem, cujas particularidades são múltiplas, mas que o essencial é o poder de contrair e de dilatar.

Desse duplo movimento pode nascer a vida na 3ª Dimensão.

Os corações físicos das outras dimensões não são todos construídos sobre esse mesmo modelo de dilatação e de contração.

Existem dimensões onde a dualidade do movimento desaparece, onde o coração pulsa permanentemente sem passar por uma fase de contração e de dilatação.

Mas vamos permanecer, se vocês bem o quiserem, nesse corpo de manifestação de 3ª Dimensão.

O coração físico, afastado da noção de centro espiritual, pelo próprio fato da encarnação, é a chamada à ordem.

É ele que, pelo seu ritmo dual, une-se à FONTE.

Estando nos estratos os mais afastados dos centros espirituais que representam a 3ª Dimensão, era necessário que, durante a criação desse corpo, existisse um ritmo binário que permitisse prender a manifestação exteriorizada à sua origem e, assim, o coração, o centro do ser, que está em contato através do sangue com todas as outras partes do corpo, é o órgão da espiritualidade, é o órgão que os liga à sua Unidade e à sua Divindade.

Ele é a lembrança incessante, enquanto vocês estão na encarnação, da sua ligação com a FONTE que vocês são.

O coração /centro está, portanto, ligado ao nível físico, à FONTE da sua encarnação que é a Terra, mas, também, à FONTE da sua origem que é a Luz.

Pelo ritmo binário, ele exprime a dualidade ligada à sua 3ª Dimensão.

A mais alta entidade espiritual possível é aquela que comandou a elaboração desse coração, com suas qualidades, com o seu ritmo, com o que ele representa.

Ele é onipresente em todas as tradições, e todas as religiões falaram sobre o coração como elemento essencial e motor da evolução espiritual, mas, entretanto, todas as religiões apropriaram-se dele e o desviaram da sua própria natureza, desviaram-no da sua essência, tornando-o uma ferramenta da dualidade.
E, no entanto, é ele que é enfatizado em todas as tradições, em todas as religiões.

A única realidade a ver não é o ritmo binário da sua manifestação, mas, sim, uma capacidade para conectá-los à transcendência que é a realidade final do que vocês são.

Depois, esse coração descobre o que denominamos segunda parte, que é o coração energético, semelhante ao que foi chamado, na tradição oriental, de Anahata chacra ou chacra do coração.

É o local onde se equilibram os dois componentes, horizontal e vertical, do ser humano.

É o local onde se encontram o corpo e o Espírito, o local das resoluções dos conflitos entre a encarnação e a espiritualidade, entre a materialidade e a espiritualidade, entre a horizontalidade e a verticalidade.

Lembrem-se de que, nesse nível, não há mais dualidade, há encontro, não há mais separação, mas há a unificação da horizontalidade e da verticalidade.

Convém guardar que, ao nível do coração energético ou do chacra do coração, a dualidade não mais existe, a irradiação se faz de maneira contínua e não mais segundo um ritmo de dilatação e contração.

Essa é a grande diferença entre o coração físico e o coração energético.

É um espaço de resolução, um espaço de encontro do Espírito e da matéria, da horizontalidade e da verticalidade.

A terceira parte do coração é o que é chamado de coração espiritual, muito mais conectado ao coração físico, não mais (como no coração energético) em um encontro da horizontalidade e da verticalidade, mas é, realmente, o ponto onde nós podemos falar de centro.

Centro, FONTE da vida.

Centro supremo, ponto de retorno à Unidade que é ilustrado hoje, no ser humano, dormente na idade adulta, pelo que chamamos de timo, de localização complexa, que é chamado, hoje, na encarnação de 3ª Dimensão, de resquício embriológico, mas que é, no entanto, um vetor essencial de passagem na 5ª Dimensão.

Retenham que o coração órgão está levemente deslocado para a esquerda, ele não está no centro do peito.

Retenham que o chacra do coração, o coração energético, está no meio do peito.

No que se refere ao timo, ele está no eixo central, acima do meio do peito, em relação com o que vocês denominam “corpo que irradia o Divino”, “corpo de Samadhi”, o “9º Corpo” [ou 9ª Lâmpada].

Nesse ponto encontra-se a reconexão, no sentido o mais nobre, à sua Divindade, que faz com que, na encarnação, vocês se tornem criador da sua própria realidade e da sua própria Divindade, e que sua irradiação se torna capaz de ser um sol para todos os seus Irmãos.

É a esse nível que se realiza a Mestria, a Realização.
É a esse nível que se encontra a Alegria Interior pela passagem da Porta Posterior.


Enviado por Rosa
Trecho da mensagem da Amada MA ANANDA MOYI no site francês:
http://www.autresdimensions.com/article.php?produit=180
03 de novembro de 2007 – Parte 1
Tradução para o português: Zulma Peixinho
http://portaldosanjos.ning.com

http://minhamestria.blogspot.com/

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

MA ANANDA MOYI - 18-02-2012 - AUTRES DIMENSIONS

Áudio em francês.

Eu sou MA ANANDA MOYI.
Muito queridos Irmãs e Irmãos na encarnação, aqui e em outros lugares sobre esta Terra, eu venho a vocês, como MARIA havia anunciado, após três semanas de Efusão do Manto Azul da Graça (ndr: seção “Protocolos a praticar”).

Eu lhes transmito todo o meu Amor.
Eu rendo Graças pela sua Presença.
Eu rendo Graças pela nossa Comunhão.

Eu venho exprimir uma série de elementos referentes ao Manto Azul da Graça quanto à sua constituição, quanto aos seus efeitos, quanto à sua vivência.

Não vejam o Manto Azul da Graça unicamente como um véu de Luz, mesmo se as representações das diferentes iconografias revestiram desse Manto Azul, tanto MARIA, como alguns Arcanjos, ou ainda BUDA, ou ainda, nos Upanishads, KRISHNA.

Este atributo não é um simples Manto.
Este atributo não é, tampouco, um simples véu de Luz, mas, sim, de algum modo, uma insígnia, uma insígnia que, tal como um diadema, vem encerrar um Tempo e vem abrir um outro Tempo.

O Manto Azul da Graça, individualizado e personalizado, que os reveste, é o movimento que, ao nível da Terra, foi chamado de Fusão dos Éteres pelo Bem Amado, ou SRI AUROBINDO, desde quase um ano.

E para aqueles de vocês que estão mais próximos da sua Unidade, do seu Despertar total, vocês tenham, talvez, constatado os efeitos desta insígnia sobre o fim da limitação, sobre o fim da ilusão e sobre o acesso da sua Consciência a estados profundamente diferentes.

O Manto Azul da Graça, assim nomeado, é o espaço da última Vibração e o tempo da última Vibração da Consciência que vem encerrar o tempo do efêmero, o tempo da ilusão.

Esse Manto Azul tem a particularidade e a virtude de fazê-los passar (em consciência, doravante) do tempo da ação/reação da Dualidade à Ação da Graça da Unidade.

Esse Manto tem efeitos desde as mais densas camadas da sua Presença sobre este mundo, até as camadas desconhecidas erguendo-se do Si, do Ilimitado, do Samadhi e do acesso à Verdade.

Os efeitos são, portanto, múltiplos, mas, como sempre, atributo da Luz Una, Branca, Vibral, esse Manto da Graça é muito simples a partir do momento em que vocês vivem os efeitos.

Então, é claro, através das minhas palavras, eu vou dar-lhes uma tradução, mas esta tradução nada é comparada à vivência da Graça.

Esses efeitos, aguardados e já presentes, para alguns de vocês, são chamados (a cada semana, a cada dia) a revelar-se, cada vez mais, em vocês.

O Manto Azul da Graça vem, de algum modo, completar o desdobramento da Luz, o desdobramento da Unidade, o fim das ilusões sobre a Ilusão e o início da verdade na Verdade.

Naturalmente, a Consciência e todos os estágios do ser que vocês são (desde os mais densos e os mais ilusórios, até os mais elevados), participam da mesma ronda, da mesma Vibrância, da mesma Graça.

Os tempos da Graça que se abrem são os Tempos finais.
Isso não é um fim, exceto para a personalidade e suas ilusões.
Isso é, sim, o seu Despertar nas Moradas da Graça, na Consciência Turiya, em sua Eternidade.

Isso é viver a Liberdade e a Autonomia do Absoluto que vocês são, desta totalidade.

Esse Manto Azul da Graça, em seus efeitos Vibratórios e energéticos (mesmo sobre os corpos os mais densos), abre-os (eu diria, de maneira definitiva) a espaços bem além mesmo da Vibração, bem além da Luz Branca e de sua percepção: abre-os, de fato, à sua intimidade a mais clara, dando-lhes a viver a experiência, o conjunto de experiências que lhes foram apresentadas nesses últimos tempos e explicadas por palavras.

O Manto Azul da Graça é, antes de tudo, um elemento de cura.
O que cura?
O que cura é o que os fazia crer em vocês mesmos, em meio a este mundo.

O Manto Azul da Graça vem curar as projeções da própria Consciência e, sobretudo, vem pôr fim, de maneira subsequente, ao isolamento.

Ela vai fazê-los descobrir, de maneira explosiva, ou de maneira serena, o Ilimitado, o Quem vocês São.

Nesses espaços do Ilimitado, a palavra mestre é Amor, Êxtase, Felicidade, Plenitude, a um grau (se podemos assim dizer) que muito poucos seres humanos encarnados, mesmo entre os mais realizados, tiveram acesso.

Porque no acesso a este Absoluto (que lhes é prometido pelo Manto Azul da Graça), há, também, a clara percepção do conjunto das Dimensões do Criado e do Incriado, a clara percepção da não separação e da não separatividade da Luz.

Exatamente o oposto, o inverso, até mesmo, do que existe quando os véus do esquecimento e da ignorância os recobrem e nos recobrem, na encarnação.

As leis que se aplicam, quando vocês estão, ou quando vocês estiverem revestidos com o Manto Azul da Graça, não serão mais completamente as mesmas.

O Manto Azul da Graça confere, efetivamente, a possibilidade, para a Consciência, de ser realmente Livre, de não mais depender de uma condição, qualquer que seja, mesmo cármica, mesmo imposta por suas Crenças ou pela sociedade.

Esse Manto Azul da Graça é vestido por três Estrelas específicas: por MARIA, por GEMMA (ndr: GEMMA GALGANI) e por mim.

Enquanto Estrela ligada ao Fogo, o Manto Azul da Graça é, efetivamente, um Fogo, um Fogo devorador que vem queimar o conjunto das suas Crenças, das suas ilusões e, também, das suas esperanças e das suas desesperanças, a fim de fazê-los penetrar este espaço de Graça da Consciência Turiya que eu ilustrei, durante a minha vida, em diversas ocasiões.

A Luz, por esse Manto Azul da Graça, convida-os a dançar na Luz, a dançar no Sol, a dançar com seus Irmãos e suas Irmãs que estariam, já, revestidos, eles também, com o Manto Azul da Graça, contribuindo, mais uma vez, para pôr fim (de maneira cada vez mais evidente, mesmo em meio à consciência ainda limitida) ao véu da separação.

Tudo o que é ilusório, como eu dizia, é queimado, consumido pelo Amor, porque o Amor é um Fogo devorador que permite estabelecê-los em sua própria Felicidade, em seu próprio Êxtase, em seu próprio deleite, contínuo e permanente, como se vocês estivessem em Fusão com vocês mesmos, com a FONTE, como se não houvesse mais espaço para qualquer vazio, para qualquer apreensão, para qualquer dúvida.

Um espaço na Graça onde tudo é certeza, tudo é evidência e onde tudo é (real, concreta e praticamente) Simples.

O Manto Azul da Graça, se vocês o revestem, permite passar desta etapa desse mundo, muito particular, colocando-os, de alguma forma, em uma Consciência outra que aquela da pessoa que vocês creem ser, quando os diferentes esquemas de funcionamento foram construídos (por medo, por ignorância, por falta de lucidez).

O Manto Azul da Graça os restitui à Graça, à sua natureza que é Amor e Luz.

Esse Manto Azul da Graça, também, contribui para fortalecer a Simplicidade.
Isso é, de algum modo, o último atributo que permite passar a Porta Estreita, sem desordem, sem aflição, mas com a maior das certezas, com uma Fé Absoluta.

O Manto Azul da Graça vem queimar tudo o que é ilusório, então.

Ele vem dissolver os elementos que permaneceriam ainda inscritos em algum carma pertencente à personalidade ou à humanidade.

Esse Manto Azul da Graça põe fim ao isolamento.
Ele lhes permite, realmente, à sua maneira, Comungar e se comunicar com as outras Dimensões, de Irmãos a Irmãos, de Irmãos a Irmãs, de Irmãs a Irmãos, com toda Liberdade, viver o Êxtase da Comunhão além das máscaras da personalidade, além dos conflitos.

A Graça torna-os Livres, ela os restitui a vocês mesmos e lhes permite libertar-se de todas as limitações deste mundo, na Verdade e na totalidade.

Ser revestido com o Manto da Graça é tornar-se CRISTO, é tornar-se o Absoluto, é sair das dificuldades e dos problemas de qualquer personalidade.

É, também, o meio de realizar sua escolha Vibratória, de realizar sua Revelação, de realizar o que vocês são, na Eternidade e não mais no efêmero.

Então, é claro, o Manto Azul da Graça, quando ele se instala, além da Paz, do Amor da Alegria, confere esta Felicidade total que nada pode vir alterar.

Isso não é uma desconexão deste mundo (já que vocês desempenharam seu papel de Ancoradores e de Semeadores de Luz), mas, sim, uma Transfiguração deste mundo e do seu mundo.

Esta Transfiguração é a última insígnia que os conduz à sua Ressurreição, a fim de que esta Ressurreição se faça sem que o que é limitado, em vocês, possa interferir de alguma maneira.

O Manto Azul da Graça estabelece, de maneira definitiva, o Abandono à Luz, dando-lhes acesso a esse Fogo devorador do Amor que não é somente Samadhi, que não é somente Êxtase, mas se torna Íntase, ou seja, deleite absoluto e supremo do Ser que se estabelece na Verdade.

Neste deleite Interior absoluto, não há mais qualquer espaço para a menor dúvida: tudo se torna certeza, tudo se torna Absoluto.

Dessa maneira, é claro, o filtro do mental (ainda presente, devido à sua encarnação, qualquer que seja seu acesso a esta Graça) vai tentar encontrar imagens ou correlações, mas vocês irão se aperceber, muito rápido, de que ele não pode existir, e de que as imagens denotadas ou as correlações, mesmo supostas, são banais em relação à experiência da sua vivência da Graça.

E, aliás, a Graça não lhes pede outra coisa senão se instalarem n’Ela, a fim de se tornarem, vocês mesmos, na encarnação, esta Graça.

Dando-lhes a encarnar, além da Luz, a Consciência total de CRISTO, da Luz Branca, da Luz Azul, a realizar, em meio aos Quatro Pilares do Coração, sua Presença, ajudados, em Comunhão, pelo Arcanjo URIEL e por nós, as Estrelas, que Vibramos em meio a esse Manto da Graça.

O Fogo que vocês sentem, ou que vocês irão sentir, que isso seja em suas noites, pela manhã, ao despertar, ou em diferente locais do seu corpo, em outros momentos, é a instalação do Manto Azul da Graça.

É esse Fogo que põe fim à sua própria ilusão, aos seus próprios envelopes denominados corpos ordinários ou ilusórios, desde o mais denso (esse corpo de sustentação ou corpo físico) até o mais elevado (que foi denominado corpo causal).

Vocês queimam, portanto, o que deve sê-lo, e esse é um Fogo de Alegria porque é um Fogo de Reencontro com sua Essência e com sua natureza, onde tudo é Alegria, tudo é Amor.

É-lhes dado, então, como isso foi dito pelo Comandante dos Anciãos (ndr: intervenção deste dia de O.M. AÏVANHOV) (em tradução), para ser, ao mesmo tempo, a Borboleta enquanto observando, ainda, a Lagarta que vocês eram.

Isso, para vocês, a fim de facilitar, de algum modo, pela Presença desta Graça, a transição final para sua Eternidade, dissociando-se, de qualquer forma, de tudo o que não é vocês nesta Eternidade.

O Manto Azul da Graça, enfim, dá-lhes a possibilidade de ser o Amor com qualquer outra coisa, com qualquer outro ser, desde o momento em que ele mesmo (este outro ser) esteja ele, também, revestido com o Manto da Graça.

O Manto Azul da Graça torna-os humildes e pacientes.
Ele os faz sair, real e concretamente, da Ilusão do tempo: mesmo se vocês estão submetidos, por esse corpo, ao tempo, sua Consciência o estará cada vez menos, dando-lhes a viver espaços de Consciência contínua onde não há mais espaço para o sono, mais tempo para outra coisa que a Verdade.

Deste modo, é claro, isso pode levar a reajustamentos dos seus ritmos de sono, de suas percepções Vibratórias do Fogo.

Esse Fogo que os preenche (e que se traduz, desta vez, por dores em seu corpo) é apenas a fase de ajustamento desta Verdade absoluta.

Vocês compreenderão facilmente também, pela sua vivência, que o Manto Azul da Graça vem, de maneira totalmente decidida e final, pôr fim, à sua maneira, a tudo o que incomoda e obstrui o seu acesso (final e definitivo) a este Absoluto que vocês são.

Nada há a fazer.
Há apenas que viver a experiência.
Nada há a quantificar ou a equilibrar.
Nada há a rejeitar.

Há apenas que acolher, ainda e sempre mais, a potência desse Fogo, a potência do Amor, da potência da Felicidade.
Esta potência que não deve amedrontá-los e que não os assusta.

Vocês têm apenas que deixar Ser, deixar fazer e a Graça será sua Morada Eterna (mesmo aqui, sobre este mundo).

Vocês irão viver o que foi chamado de Deslocalização da sua Consciência.
Sua Consciência pura, independentemente de qualquer corpo, poderá ir a todos os espaços ilimitados do Criado e do Incriado, desde a FONTE até a partícula a mais elementar desta Criação.

Tudo isso irá contribuir, é claro, gradualmente e à medida das suas experiências, para fortalecer esta Graça.

O Manto Azul da Graça irá aplainar, como por milagre, todos os elementos que possam ser colocados através do seu caminho e ao longo do seu caminho.

Nada há a desejar, porque a Graça é Luz e Amor, ela própria em ação.

Muitos de vocês irão se reconhecer e entrar em contato de novo (bem além de um contato carnal, físico, sensorial ou outro), mas diretamente de Espírito a Espírito, no mesmo Espírito e na mesma Comunhão, levando-os a viver esta Dissolução, pondo fim ao medo, pondo fim a toda apreensão, dando-lhes a certeza absoluta de quem vocês são.

O Manto Azul da Graça, enfim, dá-lhes acesso à totalidade do que nós chamamos, nós, no oriente, os Siddhis, ou seja, os poderes da alma, não para fazer uso, mas, sim, para deixar a Graça trabalhar através de vocês, fazendo com que o que vocês olham, Interior ou exteriormente, o que vocês tocam ou irão tocar (nos corpos, na alma ou no Espírito) seja imediatamente transformado, porque a Graça é transformadora.

Ela remove o último véu da separação, pondo fim, por ela mesma, sobre a Terra, às separações Dimensionais, pondo fim ao conjunto dos envelopes isolantes do seu corpo como aqueles da Terra e deste sistema solar.


Então, vocês irão experimentar a Liberdade a mais total, o Ilimitado o mais total, a Felicidade a mais total.

Obviamente, haverá poucas palavras em seu vocabulário para expressar isso e, aliás, a partir do momento em que vocês expressarem-na, vocês notarão que irão se afastar deste estado de Felicidade.
Ao passo que, se vocês não colocarem palavra, vocês serão, como eu fui durante a minha vida, saturados de Alegria, saturados de Luz, saturados de Felicidade.

Aí está a única Verdade e isso lhes é dado pela Graça do Amor.

Nada há a fazer, ainda uma vez, aí tampouco.

Quanto mais vocês estiverem no Ser e na ausência de desejo, mais vocês irão realizar isso.

Quando vocês chegarem a se distanciar do que vocês não são, de todo pensamento, de todo desejo, de toda emoção, de todo apego, então a Graça estará aí.


Não há outro mecanismo senão aquele de não mais ser o que vocês acreditaram até o presente.

Esta revelação é uma doação: porque vocês se deram, vocês mesmos, à Luz, então a Luz se doa ao que vocês São.

Seus espaços de Clareza, seus espaços de Samadhi, tornar-se-ão cada vez mais abrasantes, de um Fogo que consome, um Fogo do Amor.

Então, naquele momento, recobertos com o Manto Azul da Graça, vocês não terão mais qualquer apreensão, qualquer medo do Fogo.
Vocês irão se tornar o Fogo.

Vocês irão se tornar este Absoluto, esta Felicidade, de algum modo, como um deleite, mas um deleite que não cessa mais, quaisquer que sejam as circunstâncias exteriores da vida.

Isso não é uma rejeição da vida, mas, sim, pelo contrário, a Transfiguração da própria vida.

O Manto Azul da Graça é o que vem desconstruir, em vocês, os últimos envelopes, quaisquer que sejam, ao nível carnal ou ao nível do que mantém uma integridade ilusória do seu corpo, da sua pessoa, dos seus relacionamentos, até mesmo, se eles forem afetivos, familiares ou outros.

Vocês não farão mais a diferença entre o ser amado e o inimigo porque vocês irão compreender que, tanto um como o outro, são apenas ilusões, colocadas no caminho, que são transcendidas pelo Manto Azul da Graça.

Vocês irão, se este já não for o caso, se maravilhar com seus Encontros, com seus contatos, com suas Fusões, Dissoluções, suas Comunhões, suas Deslocalizações, mesmo se o seu cérebro, mais uma vez, em torno de vocês, tente camuflar isso pelas experiências conhecidas.
Mas, no fundo de vocês, vocês irão perceber, muito claramente, que não é.

Então, é claro, em um primeiro momento, e como sempre, quando algo de novo e de novidade aparece, pode ali haver momentos de confusão, ou até mesmo de esquecimento total, de obliteração total da Consciência.

Mas isso não é grave porque quanto menos vocês colocarem questão e quanto mais vocês deixarem a experiência se desenrolar, mais vocês irão vivê-la, de maneira cada vez mais lúcida, ainda uma vez, cada vez mais clara.

Naquele momento, a alquimia do Abandono à Luz irá torná-los como uma evidência perfeita porque vocês irão vivê-la, vocês não terão mais que se perguntar como se Abandonar à Luz, ou o que fazer, ou o que ser, porque vocês terão se tornado, vocês mesmos, este Abandono, esta Transparência total.

Para isso, é preciso deixar-se descontruir, deixar-se desconstruir totalmente, em todas as ilusões, mesmo aquelas da personalidade, em todas as suas funções (sociais, afetivas, familiares).

Novamente, nós não queremos dizer que é preciso rejeitar tudo isso, mas seu olhar será totalmente novo, porque iluminado do Interior, não submisso a qualquer ilusão, a qualquer apego.

Vocês tornar-se-ão Livres e Autônomos.
Vocês tornar-se-ão Responsáveis e vocês irão se tornar, vocês mesmos, a Graça.
E esta Graça está ativa ao redor de vocês, ela vai agir em várias circunstâncias.

Dessa maneira, é claro, todos nós tivemos, durante a nossa vida (como vocês têm, todos, nesta encarnação) elementos de resistência, no exterior de vocês.
Aí também, por outro lado, vocês irão compreender e viver que vocês nada têm a julgar sobre essas resistências, mas que a Graça irá agir, também, nessas resistências exteriores.

Vocês não têm que se preocupar com seus Irmãos e com suas Irmãs que recusam esta Graça que representa, para eles, talvez no momento em que eles vivem, um drama, porque isso sinaliza, efetivamente, o fim da personalidade, o fim das ilusões.

E certamente, pelo medo, muitos Irmãos e Irmãs desejariam manter o estado atual das coisas em suas ilusões.

Mas deixem trabalhar a Graça.

Nada peçam e nada façam, contentem-se em estar aí.

Se as circunstâncias, naquele momento, se tornarem por vezes tensas em meio à sua Consciência, então se recolham e se acalmem, acolham ainda mais a Graça, porque isso, também, é um convite para deixar-se revestir, na totalidade, pelo Manto da Graça.

Vocês irão constatar muito facilmente, cada vez mais prontamente (mesmo se alguns de vocês, ainda, nada vivenciaram nas três primeiras quintas-feiras) (ndr: ver a seção “Protocolos a praticar” / Acolher o Manto Azul da Graça), em seu próprio ritmo, que tudo isso muda, que há, em vocês, uma força que está em operação, que é independente de qualquer vontade, de qualquer desejo, e esta força, ela tem por nome Amor, ela é a Graça e ela irá se tornar (gradualmente e à medida, ou abruptamente) evidência.

O Samadhi não será mais uma palavras em vão ou uma explicação, mas uma vivência.

Esta Comunhão, esta Fusão, vocês podem vivê-la com a FONTE, com um Anjo, com um Arcanjo, com vocês mesmos, e com qualquer Ser que vocês encontrarem ou reencontrarem nos outros Planos, porque isso é a própria natureza da Graça de se comunicar, de Comungar e de partilhar.

Não haverá mais freio, mais barreira, mais limite, ligados ao corpo, porque vocês não estarão mais submetidos à Ilusão.

Isso vai se revelar, a cada dia, a cada semana, em vocês, a partir do momento em que vocês permanecerem nesta Humildade, nesta Simplicidade, nesta Transparência.

Então, sua Ressurreição irá se tornar, não mais uma aspiração, mas uma Verdade.

Vocês serão estabelecidos na Eternidade, mesmo se esse corpo permanecer ainda presente na superfície deste mundo.
Vocês irão compreender, porque vocês irão vivê-lo, que vocês não são nem este corpo, nem esta pessoa.

Isso não será uma projeção a mais, mas, sim, a realidade que a Graça lhes dá, e vocês irão se aperceber, então, de que vocês não estão sozinhos e de que vocês estão e serão cada vez mais numerosos para poder viver isso e se dar a Graça.

Em um dado momento, um dos Anciãos lhes falou para vocês darem a Paz uns aos outros.
Hoje, e nesse tempo que se desenrola, final, vocês irão Comungar com a Graça.

É uma outra oitava de ressonância de Comunhão, de Fusão e de Dissolução, e isso irá contribuir para elevá-los, sempre mais, em meio a espaços de Deslocalização, levando-os a reconectar e a reviver o que vocês tinham esquecido, o que vocês tinham separado, mesmo que isso não seja sua falha.

Este espaço de Graça é um espaço de resolução, um espaço de reparação, de Ressurreição.
Aproveitem-no.
Vivam-no.


Nos primeiros momentos, principalmente não procurem compreender, não procurem colocar o filtro do seu mental.

E, aliás, vocês irão constatar, por outro lado, que vocês não poderão aplicar o que vocês sabem, já, sobre o que é vivenciado.
Então, o mental irá se render completamente.
Vocês apenas poderão Ser esta experiência e esta vivência, e nada mais.

O Manto Azul da Graça traduz-se, em seu envelope o mais ordinário (nesse corpo físico e no corpo etéreo), por um Fogo devorador.

Esse Fogo devorador pode tomá-los ao nível do Coração, ao nível de uma das Portas, como ao nível das costas ou da cabeça.

Não importa a zona onde a Graça se revele, não importa o local desse corpo que vocês habitam por onde a Graça vai penetrar, porque, em última análise, ela irá recobri-los, totalmente, como um Manto de Glória.
Então, vocês estarão instalados em sua Eternidade.

Vocês poderão viver isso em particular, ou com a multidão (tanto humanos ou não humanos) que já está revestida desta Graça.

Vocês terão, então, a Liberdade de circular, por completo, nesta própria Dimensão.

Vocês não irão mais habitar somente um corpo, mas vocês habitarão o conjunto deste sistema solar.


Vocês habitarão o conjunto dos seus Irmãos e de suas Irmãs.

A compaixão não será mais, simplesmente, a idealização de um desejo da alma, mas uma vivência direta do Espírito.
Isso irá torná-los ainda mais Humildes e mais no Êxtase, na Íntase, na Felicidade, a cada Encontro, com vocês mesmos, com o outro.

Além deste mundo, vocês irão se tornar a Felicidade Absoluta.

É desta maneira que trabalha o Manto Azul da Graça.

Esse Manto de Luz remove, de algum modo, os últimos véus e os restitui ao Absoluto.

Vocês não poderão mais colocar barreira entre vocês e todo o resto, porque vocês terão se tornado todo o resto.

A compaixão não será algo a buscar porque vocês estarão estabelecidos nisso.

O Fogo irá invadi-los e, literalmente, abrasá-los neste Amor.

Vocês são, portanto, chamados a viver esta Felicidade.
Vocês são, então, chamados a estabelecer-se, de maneira cada vez mais firme e formal, em sua natureza ígnea, em sua Essência.

Naqueles espaços, vocês irão compreender muito rápido que não há mais nada a pedir, mais nada a empreender, que há apenas para vivê-los, porque vivê-lo basta a ele mesmo e a ela mesma.

Agora, viver o Manto Azul da Graça é, também, viver a Unidade, viver o estado Absoluto além do “Eu Sou” porque o “Eu Sou”, naquele momento, é superado, é transcendido.
A partir do momento em que vocês não são mais o “Eu Sou UM”, em que vocês não são mais esta pessoa (não somente), vocês se tornam o Absoluto.

Então, vocês podem viver a Ressurreição, sem limite, sem barreira.
Esse corpo irá parecer-lhes para o que ele é, em Verdade.

Sua própria vida irá parecer-lhes para o que ela é, em Verdade: uma simples projeção do Absoluto em uma parte finita que não tem existência própria, exceto na própria projeção.

Espaços cada vez mais amplos ser-lhes-ão oferecidos, em vocês mesmos, como no Todo.

Tais são as ações do Manto Azul da Graça que se põe sobre os seus ombros e que vem Transfigurá-los e queimá-los, no Fogo do Amor.

Lembrem-se de que, qualquer que seja a experiência que lhes é dada a viver a Graça, não reflitam, não busquem compreender o que quer que seja a mais, porque a Graça é a Graça.

Ela não é explicação, ela não é reivindicação e ela não é transmissível senão compartilhando-a.
Naturalmente, vocês não poderão partilhá-la por palavras, nem por gestos, nem por um olhar, mas, sim, estabelecendo-se, vocês mesmos, cada um, em sua própria Eternidade.

Vocês irão constatar que, a partir do momento em que vocês começarem a viver este estado de Graça, pouco a pouco, ou abruptamente, vocês não terão mais necessidade de aguardar os momentos que lhes foram propostos, porque vocês poderão se propor, a vocês mesmos, esta Graça, de maneira instantânea e imediata.

Vocês irão constatar, então, que vocês são a fonte de vocês mesmos, a fonte do Fogo porque vocês são o Fogo, e, naquele momento, vocês poderão viver, realmente, este estado de Êxtase ou de Íntase permanente, irredutível, que se propaga e se propaga.

Não haverá mais limite para a sua expansão.
Não haverá mais limite para a sua Presença.

Eis, minhas Irmãs e meus Irmãos, o que eu tinha para dar a vocês como elementos, muito simples, sobre o Manto Azul da Graça, sobre suas funções, sobre sua própria constituição.

Eu permaneço ainda um momento do seu tempo à sua disposição.
Se vocês tiverem perguntas suplementares em relação ao que eu disse, então, e se eu puder ali responder, eu ali responderei.

Eu os escuto.

Pergunta: como viver isso em um contexto de vida e de poluição tal como a nossa?
Minha Irmã, enquanto você acreditar que você depende de uma qualidade de água, de uma qualidade de ar, de uma qualidade de mundo, a Graça não pode penetrá-la.

Enquanto você acreditar ser dependente de uma circunstância que não é sua, de uma falta do que quer que seja, ou de uma insuficiência do que quer que seja, isso é apenas uma projeção da sua própria personalidade.

A Graça se faz, muito precisamente, quando, justamente, a Consciência torna-se lúcida sobre a ilusão deste mundo e da sua própria presença.

Quando você realiza o Eu Sou, quando você se torna o Si, será que o que quer que seja do mundo pode ali se opor?
Não.

É um erro de olhar, porque há, em você, ainda, uma projeção no exterior, considerando que tem culpa, que o exterior está alterado.

A Graça, o Si, não tem o que fazer do exterior, não tem o que fazer das circunstâncias da vida.

Enquanto você se apoiar em uma perfeição exterior ou uma mudança exterior, a mudança Interior não pode ocorrer.

É uma deficiência do olhar.
É preciso mudar o ponto de vista.

O que você é, é totalmente independente deste mundo.
O que você é, é totalmente independente da qualidade dos alimentos que você ingere.
O que você é, é totalmente independente das relações (afetivas, familiares, profissionais) que você estabeleceu.
O que você é, não tem o que fazer de tudo isso.

Trata-se de um álibi crer que é preciso que as circunstâncias exteriores sejam diferentes.

Justamente, e muito pelo contrário, para muitos dos Irmãos e das Irmãs, é preciso que todas essas circunstâncias exteriores tornem-se dramáticas e patéticas para que enfim, o ser aceite voltar-se para o Si.

Não há obstáculo exterior, nenhum, nem de idade, nem de carma, nem de condição.
O único obstáculo é a pessoa e mais ninguém.

Pergunta: poderia desenvolver sobre a Íntase?

A Íntase.
O Êxtase e a Íntase são um par.
O Êxtase e seus diferentes Samadhis (se o podemos dizer, que são semelhantes) são estados, cada vez mais pronunciados, de imersão no Si.

No Si, no “Eu Sou UM” e além, há ainda uma identificação possível com si mesmo, além do Eu.

Isso corresponde ao que foi denominado, há pouco tempo, o Si Luz e o Eu Sombra.

Porque, no Êxtase, há ainda a persistência, concomitante e simultânea, do Si Luz e do Eu Sombra, como dizia ANAEL.

Por outro lado, o mecanismo de passagem pelo Manto da Graça leva à Ressurreição.
Naquele momento, o observador, aquele que olha, não está nem no Si Luz, nem no Eu Sombra: ele é o Absoluto.

Portanto, a Íntase é um deleite permanente do Absoluto.

Foi dito, tanto na Índia como entre vocês, que isso que poderíamos nomear o Criador, a FONTE (ou então, de forma comum, Deus, mesmo se vocês sabem muita coisa, agora, sobre Deus), é apenas deleite permanente.

Viver o deleite permanente é viver a Íntase que está além da última dicotomia entre o Si Luz e o Eu Sombra.

É transcender e ultrapassar o Si Luz e o Eu Sombra para tornar-se a própria Essência da Criação, da Criatura, do Criador e do Incriado.
Ou seja, o Amor e o Fogo.
A Íntase é isso.

É como viver um deleite contínuo e permanente.
É muito além do Samadhi, mesmo o mais elevado Vibratoriamente.

É o instante em que mesmo o Eu Sou ou o Eu Sou UM não existe mais.
É o instante em que o Eu Sombra ou o Si Luz não existem mais, tampouco.

Resta apenas, de alguma forma, a Essência Absoluta.

É a Imanência e a Impermanência.
Isso é a Íntase.

E o instrumental do Manto Azul da Graça convida-os a isso, a estas Núpcias de Luz finais.

Pergunta: por que chamamos Omraam Mikaël Aïvanhov de Comandante?
Querida Irmã, nesses espaços intermediários, qualquer que seja a Dimensão estabelecida (que apenas são retransmissores, de algum modo, da FONTE), existe um agenciamento.

Este agenciamento se faz, como sempre, em função do que é nomeado os quatro elementos ou os quatro Anjos que circundam o Trono da FONTE.

São os quatro elementos nomeados sobre esta Terra: o Ar, o Fogo, a Água e a Terra.

Existe um maestro para os quatro elementos, que isso seja ao nível do átomo, ao nível do DNA, ao nível da FONTE e ao nível das Dimensões.

Aquele que agencia é, de alguma forma, um maestro, é aquele que permite que a partitura seja tocada de maneira a mais pura e a mais fiel.
É nesse sentido que OMRAAM é Comandante dos Anciãos.

Esta noção de Comandante não está ligada a uma hierarquia, não está ligada a uma obrigação, mas, sim, efetivamente, mais ao que eu chamaria de um maestro que toma conta para que todas as partituras sejam tocadas.


Ele não toca partitura: ele é o Éter, ele é o Fogo do Éter e o Fogo do Espírito.
Em qualquer Dimensão (e mesmo sobre este mundo, apesar da falsificação), tudo obedece às mesmas regras, ao mesmo agenciamento.

Por isso a expressão Comandante, mas poderíamos chamá-lo de maestro.
São apenas denominações.

Aí também, não é a palavra que é importante, mas a função.

O Comandante é, então, aquele que cuida, pela sua Presença, para que as partituras sejam tocadas.
Ele não dá ordens.
Ele é, de algum modo, um catalisador.

Do mesmo modo que, quando vocês, aqui, vocês vivem o Manto Azul da Graça (além da sua função de Semeador e de Ancorador da Luz), vocês se tornam a Graça encarnada, mas vocês não podem dizer que são vocês que dão a Graça ou que dão o que quer que seja, aliás.

Vocês são simplesmente aquele que É.

Nós não temos mais perguntas, nós lhe agradecemos.


Meus muito queridos Irmãs e Irmãos encarnados, eu me retiro por alguns momentos.

Eu voltarei no final da intervenção de GEMMA GALGANI que me segue, a fim de viver, em meio a este espaço onde nós estamos reunidos, a Presença da Graça e a Descida ou a Elevação do Manto Azul da Graça.

Ao aguardar, permitam-me acolhê-los em meio à minha Presença, no meu Coração e no seu Coração, no Amor e no Fogo.

Até dentro de instantes.



Enviado por Rosa
Mensagem da Amada Ma Ananda Moyi no site francês:
http://www.autresdimensions.com/article.php?produit=1351
18 de fevereiro de 2012.
(publicado em 19 de fevereiro de 2012)
Tradução para o português: Zulma Peixinho
http://portaldosanjos.ning.com

http://minhamestria.blogspot.com